Parlamento cubano critica centros de detenção de migrantes da UE

Havana, 11 jul (EFE).- O Parlamento cubano afirmou que os centros de detenção migratória na União Européia (UE) são verdadeiros campos de concentração modernos, em uma resolução aprovada hoje na qual condenou a diretiva de retorno de imigrantes ilegais.

EFE |

A declaração, cujo conteúdo tinha sido proposto esta semana pela comissão de Relações Internacionais do Legislativo, diz que a diretiva de retorno constitui "uma flagrante e vergonhosa violação dos direitos humanos, da Convenção dos Direitos da Criança e de várias normas internacionais".

Considera que os centros de detenção migratória "atuam como verdadeiros campos de concentração modernos, onde se aniquila a vida e a dignidade humana", qualificando a decisão da UE como "discriminatória e vergonhosa".

"Para implementar a escandalosa política, a União Européia conta com mais de 220 centros de detenção de imigrantes, que atuam com pouco controle e poucas normas, localizados em prisões, prédios antigos, navios e até instalações que foram campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial", denuncia.

Os deputados cubanos criticam, além disso, "as políticas que estimulam o roubo de cérebros" pela Europa e apontam que se trata de "uma verdadeira sangria de talentos", no documento emitido durante a primeira sessão desde que Raúl Castro assumiu a Presidência do país em fevereiro. EFE arj/ma

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