Medida é anunciada após revista afirmar que militantes islâmicos planejam invadir e abrir fogo no prédio do Reichstag em Berlim

A cúpula do Reichstag, sede do Parlamento alemão, em Berlim, foi fechada à visitação pública nesta segunda-feira depois de autoridades receberam informações sobre um plano de extremistas islâmicos para atacar o local. As autoridades não informaram por quanto tempo a área ficará fechada.

Policial monta guarda em frente ao prédio do Reichstag, em Berlim
Reuters
Policial monta guarda em frente ao prédio do Reichstag, em Berlim

Uma das atrações turísticas mais populares da Alemanha, a cúpula do Reichstag é visitada por cerca de 3 milhões de pessoas por ano, em busca de uma vista panorâmica de Berlim. Nesta segunda-feira, apenas grupos com reserva antecipada tiveram permissão para cruzar as barreiras policiais e entrar no edifício, construído no século 19.

No sábado, a revista "Der Spiegel" afirmou que um extremista islâmico residente no exterior teria informado sobre um plano no qual militantes armados invadiriam e abririam fogo no prédio do Reichstag, no centro de Berlim.

Segundo a Spiegel, a informação levou as autoridades a anunciar na quarta-feira um reforço nas medidas de segurança no país, especialmente em lugares públicos como aeroportos e estações de trens.

Na quarta-feira, o ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, ordenou um reforço nos procedimentos de segurança de aeroportos e estações de trem da Alemanha após o governo obter "indicações claras" de que atentados terroristas no país estão sendo planejados para o fim de novembro.

Entre os indícios, Maizière citou a descoberta de explosivos em aviões com origem no Iêmen no final de outubro, investigações da Inteligência alemã sobre extremistas islâmicos e, ainda, informações recebidas de outro país, o qual não quis identificar. Essas informações teriam sido obtidas durante as investigações sobre os explosivos encontrados nos aviões.

O ministro afirmou que os procedimentos de segurança mais rigorosos ficarão em vigor por tempo indeterminado, mas pediu que a população tenha calma. "Temos motivo para preocupação, mas não para histeria", afirmou.

Com Reuters

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