Parlamento alemão aprova prorrogação de missão do Exército no Afeganistão

Berlim, 16 out (EFE) - O Parlamento alemão (Bundestag) aprovou hoje, por grande maioria, prorrogar a missão do Exército do país no Afeganistão em 14 meses - e não em 12 meses, como previstos até agora. Além disso, aprovou o envio de outros mil soldados ao contingente destacado no norte e no oeste do país, no marco da Força para a Assistência à Segurança no Afeganistão (Isaf), sob supervisão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O Parlamento decidiu, assim, aumentar até 4.500 o máximo de soldados presentes no país e prolongar a missão até dezembro de 2009 para que a presença de militares em um conflito que se torna cada vez mais perigoso não se transforme em tema de campanha eleitoral, com a proximidade das eleições de 2009 na Alemanha.

EFE |

Após discussões exaltadas, o plenário aprovou a prorrogação do mandato alemão no oeste e no norte do país.

O limite máximo de soldados fixados pelo Parlamento sobe agora de 3.500 até 4.500, o maior número desde que a missão teve início, há sete anos.

A aprovação era dada como certa, graças à maioria parlamentar com a qual conta o Governo de grande coalizão, formado por social-democratas (SPD) e conservadores (CDU e sua ala bávara da CSU).

Os liberais do Partido Democrata Liberal (FDP) se somaram à aprovação, de modo que 442 deputados votaram a favor, 96 contra e 32 se abstiveram.

O Partido da Esquerda rejeitou categoricamente a missão, enquanto nas fileiras dos Verdes houve abstenções.

O ministro da Defesa da Alemanha, Franz-Josef Jung, agradeceu o "voto de confiança para o Exército alemão e para os soldados", e explicou que ampliar o contingente permitiria uma maior flexibilidade para "reagir no terreno".

Também hoje de manhã, Jung anunciou que não retirará sua tropa de elite, formada pelos Comandos de Forças Especiais (KSK), especializados na luta antiterrorista, do Afeganistão, poucas semanas após informar que esse contingente retornaria à Alemanha.

Em novembro, o Parlamento deverá decidir se prolonga sua participação na operação "Paz Duradoura", que também inclui operações no Chifre da África, onde a Alemanha está presente com sua Marinha. EFE umj/db

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