Parlamentares, sindicatos e militantes devem eleger sucessor de Gordon Brown

Londres, 10 mai (EFE).- Os parlamentares nacionais e europeus, os militantes de base e as organizações sindicais próximas ao Partido Trabalhista devem escolher o sucessor de Gordon Brown, que anunciou hoje sua intenção de renunciar como líder.

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Londres, 10 mai (EFE).- Os parlamentares nacionais e europeus, os militantes de base e as organizações sindicais próximas ao Partido Trabalhista devem escolher o sucessor de Gordon Brown, que anunciou hoje sua intenção de renunciar como líder. As normas do Partido Trabalhista, que não tem que escolher um líder desde 1995 quando Tony Blair foi designado para suceder o falecido John Smith, estabelecem que "um colégio eleitoral" formado por três grupos é o encarregado da eleição. Estes grupos irão nomear o novo principal responsável do partido, que será ratificado no Congresso que será realizada em Manchester no final do mês de setembro. Para ser candidato, é preciso ser parlamentar e contar pelo menos com o respaldo de 12,5% dos companheiros, o que após as eleições da quinta-feira passada supõe ter o apoio de outros 33 deputados. Na última votação para escolher um líder, cerca de 700 mil pessoas puderam votar, embora cada voto não conte igualmente. Cada uma das três seções do "colégio eleitoral" representa um terço do voto definitivo final, de modo que o voto da seção parlamentar (formada por 60 indivíduos) tem o mesmo peso que o das outras duas seções, formadas por milhares de militantes e pessoas integradas em diversas organizações. Por isso é importante ter uma boa rede de contatos e de relações em diversos níveis políticos, tanto com o resto dos parlamentares, como com a base e as centrais operárias. A corrida para suceder Brown já está em andamento, apesar das principais figuras eventualmente interessadas no cargo manifestaram hoje que ainda não chegou o momento da sucessão porque o importante é formar o novo Governo. Os meios de comunicação britânicos concordam que o candidato principal é o ministro de Assuntos Exteriores, David Miliband, embora seu irmão Ed, responsável das políticas contra a Mudança Climática, e os ministros de Educação, Ed Balls, e do Interior, Alan Johnson também sejam uma opção. EFE fpb/pb

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