Roma, 2 jun (EFE).- A vice-presidente do Senado italiano, Emma Bonino, iniciou hoje uma greve de fome, à qual se uniram outros 69 parlamentares, para protestar contra o pouco espaço que a TV pública RAI concede aos partidos pequenos em sua campanha para as eleições ao Parlamento Europeu.

Bonino foi também protagonista de uma ocupação pacífica dos estúdios da "RAI" em Roma, após finalizar a gravação de um programa em que tinha discursado, enquanto cerca de 70 parlamentares aderiram à greve de fome.

A vice-presidente do Senado, que se apresenta à eleições europeias com a candidatura radical Bonino-Panella, explicou ao diário "La Repubblica" que tinham informado ao canal de TV sobre sua intenção de permanecer nos estúdios "à espera de uma resposta".

Bonino disse que, apesar de a autoridade reguladora da Itália ter pedido em 23 de maio que fossem reequilibrados os espaços da campanha eleitoral, não houve nenhuma mudança no tempo dedicado aos partidos menores .

"Nós queremos saber se para essa empresa pública, a autoridade (reguladora) e inclusive a opinião do presidente da República (Giorgio Napolitano), que nos últimos dias falou de um direito à informação distorcido, não significam nada", afirmou.

"Enquanto nos preparamos para novas ações legais, decidi não abandonar os estúdios da 'RAI' e não deixar a sede dessa empresa até que não sejam tomadas ações imediatas que reparem e interrompam este atentado civil e político aos cidadãos", explicou o parlamentar.

Nos últimos dias expoentes dos partidos menores da Itália enviaram uma carta ao presidente da Comissão de Vigilância da "RAI", para pedir que os espaços de comunicação política aumentassem devido à proximidade das eleições. EFE ebp/rr

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