Parlamentares dos EUA expressam apoio prudente à estratégia no Afeganistão

A nova estratégia para o Afeganistão apresentada nesta sexta-feira pelo presidente Barack Obama recebeu um apoio prudente de parlamentares americanos, com alguns criticando uma escalada militar e outros pedindo um maior número de tropas na região.

AFP |

"A escalada militar sugerida para o Afeganistão, sem estratégia adaptada no Paquistão, pode piorar a situação", advertiu o senador democrata Russell Feingold em comunicado.

Segundo Feingold, membro da comissão das Relações Exteriores do Senado, a estratégia apresentada por Obama está "focalizada demais no Afeganistão", e desconsidera a ameaça terrorista no Paquistão.

O republicano John McHugh, da comissão dos Serviços Armados da Câmara dos Representantes, expressou seu apoio à nova estratégia, pedindo o envio de tropas suplementares e um maior esforço dos países aliados.

"Todos os olhares estão voltados para a próxima cúpula da Otan, e o governo (americano) tem agora que convencer nossos aliados a aceitar sua nova estratégia", declarou em comunicado.

"O Congresso precisa garantir que a estratégia seja financiada e executada de forma correta", destacou, acrescentando que o controle dos parlamentares tem que ser "realista" e não "limitar" os esforços empreendidos na região.

Os líderes democratas também apoiaram o projeto de Obama. Para a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, trata-se do "melhor plano para estabilizar o Afeganistão e proteger os americanos".

O chefe da maioria democrata da Câmara dos Representantes, Steny Hoyer, elogiou uma "estratégia sólida para este combate crucial", e acusou o precedessor de Obama, George W. Bush, de não ter dado a devida atenção ao Afeganistão por ter se focalizado exclusivamente no Iraque.

O líder da maioria democrata do Senado, Harry Reid, prometeu um "forte apoio" às medidas apresentadas por Obama.

O presidente americano anunciou nesta sexta-feira o fortalecimento do contingente militar no Afeganistão e um aumento da ajuda econômica ao Paquistão.

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