Parlamentares do Haiti criticam renovação do mandato de Minustah no país

Porto Príncipe, 15 out (EFE).- Parlamentares de várias tendências políticas haitianas criticaram hoje a decisão do Conselho de Segurança da ONU de renovar por mais um ano o mandato da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah).

EFE |

O senador Yuri Latortue, do partido regional Artibonite en Accion (LAA), disse que a renovação do mandato da Minustah é o resultado da decisão do presidente haitiano, René Préval, de "deixar a segurança do Haiti delegada aos estrangeiros" e não formar "uma nova força de segurança para substituir o Exército", desmantelado em 1994.

"Não compartilhamos a idéia de renovar periodicamente este contrato, já que isto quer dizer que o país não progrediu em sua capacidade de tomar sua responsabilidade frente à situação que existe", declarou o legislador.

O senador Andris Riché, do partido Organização do Povo em Luta (OPL), e vice-presidente do Senado, assegurou que o Governo não quer promover um calendário de saída da Minustah.

É por isto, explicou, que "sempre falam de renovação do mandato da Minustah".

No entanto, o senador Jean Hector Anacacis, do partido Esperanza, se mostrou de acordo com a posição assumida por Préval, no sentido de modificar o mandato da Minustah para que esta força possa contribuir com o desenvolvimento do país.

Mas, a Rede Nacional de Defesa de Direitos Humanos (RNDDH) aplaudiu o fato de várias recomendações de setores de direitos humanos do Haiti terem sido levadas em consideração na resolução do Conselho de Segurança da ONU que renovou sua missão no país.

Em declarações aos meios de comunicação, Marie Yolenne Gilles, porta-voz desta organização, afirmou que o Conselho de Segurança insistiu na atitude da Polícia em torno dos direitos humanos na nação caribenha. EFE gp/ma

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