Parlamentares cancelam sessão na Tailândia por medo de violência

Bangcoc, 16 mar (EFE).- A sessão parlamentar conjunta prevista para hoje em Bangcoc foi suspensa pelo temor de deputados e senadores do partido governamental de que os protestos contra o Governo que começaram no domingo terminem em violência.

EFE |

O presidente do Parlamento da Tailândia, Chai Chidchob, decidiu adiar a sessão esta manhã por falta de quórum, já que apenas 80 dos 625 deputados e senadores convocados compareceram.

Suthas Ngernmuen, deputado do Partido Democrata, declarou ao jornal "Bangcoc Post" que seus colegas de chapa decidiram não participar da sessão por medo de que as dezenas de milhares de pessoas que se manifestam desde em Bangcoc desde domingo vissem a reunião como um "desafio" e iniciassem confrontos.

O vice-ministro do Interior, Boonjong Wongtrairat, reconheceu que os "camisas vermelhas", como são conhecidos os seguidores do ex-primeiro-ministro deposto e exilado Thaksin Shinawatra, tinham conseguido impedir que o Governo e o Parlamento funcionem com normalidade, mas assegurou que será por pouco tempo.

Dezenas de milhares de manifestantes estão reunidos em Bangcoc pelo terceiro dia consecutivo para exigir a convocação de eleições, depois que o Governo se manteve firme perante suas ameaças na segunda-feira.

As 24 horas que os opositores deram ao Governo do primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva terminaram às 2h (de Brasília) de segunda-feira, e agora o país vive momentos de tensão esperando o próximo movimento dos manifestantes.

Cerca de 50 mil militares e policiais vigiam a mobilização, organizada pelo grupo Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura, com ordens de evitar o uso da força.

Os seguidores do grupo propuseram recolher mil litros de sangue de seus seguidores para atirar contra o palácio governamental nesta tarde.

Assim, os seguidores do ex-primeiro-ministro deposto e exilado, Thaksin Shinawatra, querem tingir de vermelho - sua cor-símbolo - as dependências governamentais enquanto demonstram que estão dispostos a dar seu próprio sangue.

Os dirigentes da Frente Unida não conseguiram reunir o milhão de pessoas que esperavam, nem sequer o meio milhão que tinham garantido como participação mínima, mas tiveram sob seu controle mais de 100 mil pessoas. EFE grc/fm

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