brutal assassinato em Milão do travesti brasileiro Gustavo Brandau, de 30 anos." / brutal assassinato em Milão do travesti brasileiro Gustavo Brandau, de 30 anos." /

Parlamentar pede leis mais rígidas após morte de travesti brasileiro na Itália

A homofobia e a transfobia estão cada vez mais presentes no noticiário. Chega de promessas. O governo e a maioria devem aprovar no Parlamento a adoção de leis para tutela dos gays, lésbicas e transexuais, disse nesta quinta-feira a deputada do Partido Democrata (PD) Anna Paola Concia em resposta à recente notícia do http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/08/06/transexual_brasileiro_morre_em_milao_apos_ser_espancado_1500510.html target=_topbrutal assassinato em Milão do travesti brasileiro Gustavo Brandau, de 30 anos.

Ansa |

"É uma carnificina de inocentes. Esta violência contém em si todos os aspectos da pobreza de nosso tempo e demonstra quanto a nossa sociedade está atrasada no campo da civilidade", sustenta Anna Paola.

A parlamentar espera aprovar a resolução do problema em setembro, mês em que está marcada a discussão de seu projeto de lei sobre homofobia e "transfobia".

O convite de Anna Paola é para trabalhar "também para tirar das ruas os transexuais, para os quais a prostituição, como para a maior parte das mulheres, é uma escolha de desespero, fruto da falta de outras possibilidades de sustento".

Já o Movimento de Identidade Transexual (MIT), comentou por sua vez que "a violência é filha do ódio".

Um ódio, acrescenta a MIT, "presente na política da direita mais ou menos extrema que assustadoramente pôs seus pés na Itália, um ódio apoiado diariamente pelas hierarquias vaticanas contra transexuais e homossexuais".

"Façamos um apelo à consciência dos cidadãos para não virarem mais a cabeça para o outro lado, pois isso diz respeito a todos. O MIT denuncia a campanha de ódio, de racismo, de homofobia intrínseca à estratégia sobre a segurança lançada pelas força governativas, são as leis sobre segurança de resultado dúbio que colocam em grande perigo a vida de todos aqueles que são vistos como inimigos por aqueles decretos, as pessoas mais fracas e menos protegidas como a última vítima em Milão", concluiu a organização.

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