Parlamentar opositor equatoriano afirma que foi agredido

Segundo Andino Fausto Lupero, agressores estavam encapuzados e carregavam pistolas

EFE |

Quito - O membro do Parlamento Andino Fausto Lupera, do partido do ex-presidente equatoriano Lúcio Gutiérrez, denunciou na madrugada desta sexta-feira que foi agredido por quatro homens não identificados que o interceptaram quando chegava às instalações de um canal de televisão em Quito.

Lupera declarou à agência Efe que os agressores estavam encapuzados e carregavam pistolas e o obrigaram a se sentar no assento traseiro de uma caminhonete do amigo com o qual chegava às instalações do canal. O parlamentar, que foi presidente do Parlamento Andino em 2009 e pertence ao partido Sociedade Patriótica, disse que os desconhecidos o agrediram dentro do carro, enquanto diziam que ele é "do partido de Lúcio Gutiérrez, que causou todos estes problemas a Rafael Correa", em referência à rebelião de policiais.

"Disseram que desta vez só iam chutar e bater, mas na próxima eles me matariam", relatou por telefone desde o hospital onde recebeu atendimento pelos ferimentos, principalmente na cabeça. "Se referiram a Lúcio Gutiérrez", disseram que ele é "o culpado disto, para que eu diga que se cuide, que ele não pode seguir boicotando a Presidência de Correa", comentou.

Segundo Lupera, três dos agressores estavam no automóvel de seu amigo e o quarto, com o qual se comunicavam através de um rádio, seguia o grupo em outro veículo. De acordo com o parlamentar, os desconhecidos o deixaram nas cercanias da cidade de Mitad del Mundo, a meia hora de Quito. Ainda segundo o relato de Lupera, ele e seu amigo - que não foi agredido - caminharam por 20 minutos até chegar a uma casa, onde conseguiram realizar contato telefônico para pedir ajuda a seus familiares.

O ataque aconteceu durante dia tenso no Equador, onde o chefe de Estado, Rafael Correa, denunciou uma tentativa do golpe de Estado e a suposta participação de pessoas próximas a Gutiérrez nos fatos. Em declarações a Efe desde Brasília, Gutiérrez descartou ter ligação com os amotinados, que fizeram com que Correa ficasse retido durante horas em um hospital. Seu resgate por forças especiais do Exército e unidades leais da Polícia aconteceu em meio a um tiroteio no qual morreram pelo menos duas pessoas, segundo a Cruz Vermelha.

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