Parlamentar holandês anti-Islã desafia juízes em tribunal

Acusado de incitar discriminação dos muçulmanos, Geert Wilders diz que juízes são "parciais" e exige substituição

iG São Paulo |

AP
Geert Wilders é visto no tribunal
O deputado holandês Geert Wilders, líder do partido de extrema-direita PVV, acusou os juízes que estão presidindo seu julgamento de parcialidade "escandalosa" e exigiu sua substituição. Wilders é acusado de incitar o ódio racial e a discriminação dos muçulmanos.

O deputado pode ser condenado a um ano de prisão ou a pagar 7.600 euros de multa por ter afirmado que o islã é "fascista" e ter defendido a proibição do Alcorão, que chegou a comparar ao livro "Mein Kampf" de Adolf Hitler, em declarações feitas entre outubro de 2006 e março de 2008.

Durante o julgamento, ele não desmentiu as declarações polêmicas.

"Eu disse o que disse e não retirarei uma palavra do que disse", afirmou Wilders no começo da audiência, declarando ao tribunal que usaria seu direito de permanecer em silêncio. O juiz disse que Wilders havia sido acusado por outras pessoas de fugir do debate e que parecia estar fazendo a mesma coisa novamente.

O advogado de Wilders fez uma objeção aos comentários do juiz, dizendo que poderiam ser considerados parciais, o que levou a uma audiência separada na qual essas preocupações seriam ouvidas e a possibilidade de convocar novos juízes seria discutida.

Os juízes interromperam então a audiência separada e o próprio julgamento. Na tarde de terça-feira será divulgada a decisão sobre a questão da imparcialidade do juiz.

O julgamento ocorre em um momento complicado para Wilders, cujo partido deve conquistar um papel influente na administração do país por seu apoio ao governo de minoria formado pelos partidos Liberal (VVD) e Democrata (CDA).

Com Reuters e AFP

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