Parlamentar é morto em confrontos entre Governo e rebeldes na Somália

Mogasdício, 19 jun (EFE).- O parlamentar somali Mohammed Hussein Addow morreu hoje no norte de Mogadíscio em combates entre as forças governamentais e grupos radicais islâmicos que tentam depor o presidente, Sharif Sheikh Ahmed, informou à Agência Efe uma fonte oficial.

EFE |

Addow, um antigo e influente "senhor da guerra" aliado do Governo, foi morto quando liderava as milícias governamentais no bairro de Karan da capital somali.

O coronel Yousef Ahmed Dhumal, chefe das tropas do Governo, homenageou o parlamentar e disse à Efe que ele "morreu pelo povo, quando dirigia as forças na frente de batalha".

Dhumal também disse que vários soldados governamentais tinham morrido nos confrontos, mas não quis precisar um número.

Um parente de Addow, que pediu para não ser identificado, afirmou que achava que o parlamentar tinha sido "capturado vivo, embora gravemente ferido, pelas forças de Al-Shabab, que o decapitaram".

Ele acusou o grupo, vinculado pelos Estados Unidos com a Al Qaeda, de "selvageria" e "crueldade".

Nos últimos dias, várias autoridades somalis foram mortas, entre elas o ministro de Segurança Interior, Omar Hashi Aden, que morreu em um atentado suicida com pelo menos outras 37 pessoas.

Pelo menos dez pessoas morreram hoje em Mogadíscio devido aos confrontos, segundo os serviços médicos.

Ali Bile, diretor do hospital Keysaney, no norte da cidade, disse à Efe que "os confrontos ocorreram ao redor do centro e as pessoas (feridas) não puderam chegar ao hospital". EFE ia/db

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