Paris recebe evento sobre direitos humanos antes de conferência de ONGs

Paris, 30 ago (EFE).- Um evento sobre direitos humanos foi aberto hoje na esplanada da Prefeitura de Paris, às vésperas da 61ª conferência anual das ONGs das Nações Unidas.

EFE |

O evento reunirá aproximadamente 1,7 mil representantes de ONGs de 3 a 5 de setembro na sede francesa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O fato de o evento ser organizado pela primeira vez em Paris se deve ao acordo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que foi proclamada na cidade francesa em 1948 e adotada pela Assembléia Geral da ONU em 10 de dezembro daquele ano.

Algumas tendas montadas diante da Prefeitura de Paris receberam hoje defensores das mais diversas causas - desde a Baha'i até a Anistia Internacional (AI), passando pela ATD Quart Monde, pelo Mouvement du Nid e pela Fundação Orensanz, criada pelo escultor espanhol Ángel Orensanz.

O público era convidado a deixar uma pintura ou uma mensagem escrita em um longo mural branco instalado na praça - o chamado "muro dos direitos humanos" -, onde era recebido pelo artista espanhol Valentín Caro.

O mural, que é "uma forma de fazer o público participar", explicou à Agência Efe o artista, será oferecido ao Ministério de Exteriores da França, perto da comemoração pelos 60 anos da Declaração Universal.

O objetivo desta jornada é "envolver o público", disse à Efe a presidente da 61ª conferência anual das ONGs da ONU, Shamina de Gonzaga, que inaugurou o evento junto com a responsável da Prefeitura de Paris pelos direitos humanos e pela luta contra as discriminações, Yamina Benguigui.

"Cada pessoa deve assumir a luta pelos direitos humanos", disse Shamina, para quem o compromisso das ONGs deve ser compartilhado "com cada pessoa".

Após ressaltar que "os direitos humanos são, antes de tudo, uma consciência", disse que, se a sociedade civil tiver "esta consciência e esta vontade", os Estados terão de "respeitá-la".

Entre as conquistas conseguidas desde 1948, destacou a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas e o convênio sobre os direitos dos deficientes.

A conferência de ONGs, que permitirá compartilhar experiências e desafios, e que é uma "reafirmação da relevância universal hoje em dia" do texto de 1948, será concluída com um minuto de silêncio pelos defensores dos direitos humanos.

Um relatório final reunirá as recomendações dos participantes - experiências, problemas e idéias -, disse a presidente da conferência, que excluiu a elaboração na reunião de uma versão enriquecida da declaração, proposta por algumas pessoas. EFE al/fh/an

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