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Paris, Quarteto e UE chamam de inaceitável bombardeio à sede da ONU

Paris, 15 jan (EFE).- O ministro francês de Relações Exteriores, Bernard Kouchner, reuniu-se hoje com o representante do Quarteto para o Oriente Médio, o britânico Tony Blair, e a comissária europeia de Relações Exteriores, Benita Ferrero Wadlner, e todos consideraram inaceitável o bombardeio à sede da ONU em Gaza.

EFE |

"O que se passou nesta noite é inaceitável. Condenamos firmemente todos os bombardeios dos hospitais, a sede da ONU e a casa na qual viviam jornalistas", assegurou Kouchner ao término de uma reunião, na qual também participou o ministro norueguês de Relações Exteriores, Jonas Gahr Stoere.

O ministro francês, que falou em nome dos reunidos, considerou esses bombardeios uma "violação do direito internacional humanitário", e assegurou que estão refletindo sobre a forma de dar uma resposta a estas "constantes" violações.

Os reunidos em Paris, organizadores em 2007 de uma conferência de doadores para o Estado palestino, exigiram um cessar-fogo "o mais rápido possível" e destacaram todos os esforços que estão fazendo para alcançá-lo.

O chefe da diplomacia francesa se mostrou confiante em que tanto Tel Aviv quanto o Hamas aceitem uma última proposta de paz que inclui um cessar-fogo e a abertura de um corredor humanitário.

Kouchner afirmou que os participantes do encontro estudarão a forma de interceder, de forma imediata, em ajuda da população de Gaza afetada pelos bombardeios, tanto do ponto de vista financeiro quanto da forma de chegar à população.

Neste sentido, Blair assinalou que "a única solução passa por recuperar o diálogo político" e que este não deve afetar só um dos dois territórios palestinos, mas ambos, pelo que apelou a uma pronta reunificação entre Gaza e Cisjordânia -como acontecia até a invasão, em junho de 2007, da faixa pelo Hamas, que a tomou pelas armas.

Por sua parte, Ferrero-Waldner assinalou que a comunidade internacional deve seguir financiando a construção do Estado palestino e encorajou a continuidade dos projetos nos territórios.

EFE lmpg/jp

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