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Paris condena repressão brutal no Irã e pede libertações imediatas

Paris, 21 jun (EFE).- O Governo da França condenou hoje, por meio do ministro de Assuntos Exteriores do país, Bernard Kouchner, a repressão brutal das forças de segurança iranianas e pediu a libertação imediata dos detidos em protestos contra o regime de Teerã.

EFE |

O ministro francês lembrou, em declaração escrita, que os protestos deste sábado contra os resultados das eleições presidenciais do último dia 12 no país asiático tiveram como saldo várias vítimas, incluindo algumas fatais, embora o número exato "continue sendo incerto".

A isso se unem os numerosos obstáculos que dificultam o trabalho dos jornalistas, iranianos e estrangeiros, ainda segundo Kouchner, que fez um apelo às autoridades iranianas para que respeitem a liberdade de imprensa.

O ministro de Exteriores francês denunciou ainda as declarações "inaceitáveis" das autoridades de Teerã sobre vários dirigentes estrangeiros, e acrescentou que "com tais insultos" o Governo iraniano não responderá às aspirações de seu povo.

Além disso, refutou as acusações de Teerã no sentido de que alguns países ocidentais estão envolvidos nos protestos dos últimos dias, e assegurou que "ninguém quer, de forma alguma, decidir pelos iranianos sobre seu futuro".

É justamente pela liberdade dos eleitores iranianos que a França deseja que toda a verdade venha à tona quanto ao recente processo eleitoral, que, segundo Kouchner, foi rejeitado por todos os candidatos da oposição, por personalidades religiosas e por "um movimento popular que luta com coragem pela transparência e a justiça". EFE pi/fr

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