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Paris assegura que Sarkozy não impõe condições para assistir aos JO

A França não impõe condições para a presença do presidente Nicolas Sarkozy na abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, afirmou neste sábado o chanceler Bernard Kouchner, que quis enterrar assim de vez a polêmica criada pela secretária de Estado de Direitos Humanos, Rama Yade.

AFP |

Segundo declarações de Yade ao Le Monde deste sábado, Sarkozy teria condicionado sua participação na abertura dos Jogos ao início de um diálogo entre a China e o Dalai Lama.

"Três condições são indispensáveis para que ele vá a Pequim: o fim da violência contra a população e a libertação dos presos políticos, o esclarecimento dos acontecimentos no Tibete e a abertura de um diálogo com o Dalai Lama", teria dito Yade ao jornal.

Yade, no entanto, desmentiu a informação posteriormente.

"Insisto em indicar que na entrevista que concedi a um jornalista do Le Monde o termo 'condições' não foi empregado", assegurou Yade num comunicado.

"Como desde o início da crise no Tibete, quis expressar a posição da França em termos precisos. O presidente da República declarou que todas as opções estão em aberto, que se pronunciará quando chegar o momento, em função da evolução da situação no Tibete, em relação a sua participação na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos", acrescenta o texto.

"A França não estabeleceu condições para a China", enfatizou Kouchner.

"Em função da evolução da situação, o presidente tomará uma decisão. Mas todas as possibilidades estão em aberto", insistiu.

Contactado pela AFP, Le Monde assegurou "ter reproduzido fielmente as declarações de Rama Yade".

Sarkozy deixou em aberta no mês passado a possibilidade de boicotar a cerimônia de abertura.

"Em função da situação no Tibete, me reservarei o direito de dizer se vou ou não à cerimônia de inauguração", declarou o chefe de Estado em março passado, quando se encontrava em Londres.

Neste sábado, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, rejeitou novamente a idéia de um boicote à cerimônia de abertura, depois de ficar sabendo das declarações da alta funcionária francesa.

"Assistirei aos Jogos Olímpicos como muitos outros o fizeram", declarou Brown em uma entrevista coletiva à imprensa ao lado de vários dirigentes mundiais, que participaram de uma "cúpula de governos progressistas" em Watford (norte de Londres).

"Qualquer tipo de violência na China deve ser condenada e faço um apelo à moderação de todas as partes. É importante reconhecer que as tensões entre tibetanos e as autoridades chinesas apenas podem ser resolvidas por meio do diálogo", acrescentou o chefe de governo britânico.

Brown lembrou que o próprio líder espiritual tibetano, o Dalai Lama, rejeitou a possibilidade de um boicote e condenou os atos de violência cometidos por seus seguidores.

"Por isso, como (chefe de governo do) país que vai sediar os Jogos Olímpicos de 2102, vou participar" dos Jogos de Pequim, concluiu Brown.

As declarações de Rama Yade e o desmentido posterior do chanceler acontecem a dois dias da chegada à França da tocha olímpica, que, na segunda-feira, percorrerá Paris.

A organização Repórteres Sem Fronteiras previu realizar ações simbólicas por ocasião da chegada da toca a Paris e 62% dos franceses são favoráveis ao boicote à cerimônia de abertura, segundo pesquisa divulgada pelo jornal Libération.

bur-cls/cn

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