Parentes e admiradores lembram dois anos da morte de Pinochet

Santiago do Chile, 10 dez (EFE) - A família de Augusto Pinochet e militares retirados lembraram hoje o ditador chileno, no segundo aniversário de sua morte, ocorrida em 10 de dezembro de 2006. Os parentes do líder, que governou o Chile entre 1973 e 1990, se reuniram em uma missa oficiada na capela do sítio litorâneo de Los Boldos, 130 quilômetros ao sudoeste de Santiago, onde são guardadas as cinzas de Pinochet. Entre os presentes só houve um político, o deputado Ivan Moreira, da ultraconservadora União Democrática Independente (UDI). Após a cerimônia, a viúva de Pinochet, Lucía Hiriart, lembrou que hoje faz 86 anos e que deveria estar festejando a data. Bom, se Deus não quis assim, o que vamos fazer, disse a viúva de Pinochet. Sua filha mais velha, Lucía Pinochet Hiriart, admitiu que não sabia que o dia da morte do pai coincidia com o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

EFE |

"Não sabia isso dos direitos humanos, aliás eu tenho minha opinião sobre os direitos humanos, que parece que somente são para um grupo, para outros não", afirmou a filha de Pinochet, que, em outubro, foi eleita vereadora do município de Vitacura, em Santiago.

Rodrigo García, neto de Pinochet, disse que para a família é doloroso lembrar a morte do avô, mas, ao mesmo tempo, ficava muito feliz por saber "que há muita gente que lembra dele com carinho, com muito afeto, sua pessoa e sua obra, o que é gratificante".

Em Santiago, dezenas de pessoas se reuniram na catedral militar, onde o aposentado cardeal católico Jorge Medina, um fervoroso partidário de Pinochet, oficiou uma missa, convocada pelo círculo de generais e almirantes retirados.

Segundo dados oficiais, durante o regime de Pinochet, três mil pessoas foram assassinadas por agentes do Estado e mais de 28 mil foram torturadas. EFE ns/db

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