Argel, 28 jul (EFE).- Os parentes dos dois turistas austríacos seqüestrados na Tunísia em 22 de fevereiro acreditam em que será possível retomar as negociações para sua libertação, após os acordos de paz de Argel entre os rebeldes tuaregues e o Governo de Mali, afirmou hoje o porta-voz da família, Michael Vogl.

Em declarações ao jornal argelino "Le Jeune Indépendant", Vogl disse que os seqüestradores "romperam o contato com os parentes" e que, nas últimas semanas, não receberam "nenhuma novidade" nem do Ministério de Exteriores de seu país nem do negociador austríaco em Mali, Anton Prohaska.

"Desde o contato telefônico entre os seqüestradores e o filho de Wolfgang Ebner no início de julho, não houve novidades", disse o porta-voz, e acrescentou que as famílias esperam que sejam retomadas em breve as negociações com os intermediários designados por Viena.

Wolfgang Ebner, um consultor de 51 anos, e sua companheira, Andrea Kloiber, uma enfermeira de 43 anos, foram seqüestrados pela organização terrorista Al Qaeda para o Magrebe Islâmico (AQMI) há mais de cinco meses enquanto viajavam pelo deserto tunisiano, e depois foram levados pelos seqüestradores para Mali.

Em um primeiro momento, os seqüestradores exigiram a libertação de certos militantes da AQMI presos na Argélia e na Tunísia, e depois reivindicaram também um resgate de 5 milhões de euros. EFE jg/an

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.