Bogotá, 22 mai (EFE).- Polícia e parentes dos ex-chefes paramilitares colombianos extraditados para os Estados Unidos na semana passada tiveram acesso a seus computadores, alguns deles extraviados, e que podem ter informação valiosa sobre suas atividades ilegais, disseram hoje emissoras locais.

Segundo a "Caracol Radio", há documentos que provam que parentes dos ex-chefes das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) e membros da Polícia Judiciária tiveram acesso a esses computadores dias depois da extradição, sem a presença de funcionários judiciais.

Caracol Radio indicou que entre as pessoas que tiveram acesso aos equipamentos estão um filho de Ramiro Vanoy, membro das AUC que estava preso em Itagüí (Antioquia, noroeste).

Os fatos ocorreram depois da extradição, em 13 de maio, dos 14 ex-chefes das AUC, que foram entregues aos tribunais dos EUA que os acusavam de narcotráfico, após o Governo colombiano estabelecer que continuavam cometendo delitos a partir das prisões apesar da sua desmobilização dentro de um processo de paz.

Entre os extraditados, também se destaca o chefe máximo das AUC, Salvatore Mancuso, preso em Combita (Boyacá, centro), e cujos computadores foram extraviados das prisões depois da entrega à Justiça americana, supostamente ao serem enviados para avaliação.

Além disso, pode haver dados sobre possíveis ligações entre paralimitares e políticos colombianos. Tais vínculos suscitaram, em 2006, o escândalo conhecido como "parapolítica". EFE gta/rb

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