Parentes de Betancourt chamam especulações sobre saúde da refém de indecentes

Paris, 19 abr (EFE).- Parentes de Ingrid Betancourt afirmaram hoje que é verdadeiramente indecente que se especule sobre o estado de saúde da refém das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (Farc) e pediram que se negocie o mais rápido possível um acordo humanitário que tire os seqüestrados da selva.

EFE |

Lorenzo Delloye e Fabrice Delloye, respectivamente filho e pai da refém, se reuniram hoje com cerca de 30 pessoas, diante do retrato de Betancourt pendurado na fachada da Prefeitura de Paris.

Os manifestantes tinham as mãos cheias de farinha branca com a palavra "paz" escrita com tinta negra na palma.

"Mamãe não está em um hotel de luxo, não está de férias. Os reféns estão na selva. Estão muito mal, mamãe está muito mal. É hora de atuar por eles", declarou o filho de Betancourt para a imprensa.

O ex-marido da refém rejeitou as afirmações da senadora colombiana Piedad Córdoba, que afirmou ontem, em Madri, que Betancourt "não sofre de nenhuma doença que possa trazer complicações".

Fabrice disse que os reféns sofrem com doenças como malária e problemas intestinais, e que Betancourt, além disso, está desnutrida e pode ter complicações "muito graves".

"Dizer que ela está bem é absolutamente espantoso. Está mal e ela deve ser tirada de lá", declarou Fabrice após dizer que não tinha notícias recentes sobre a saúde da refém.

O ato de hoje acontece dez dias após o fracasso da "missão humanitária" enviada por França, Espanha e Suíça à Colômbia e que pretendia fazer contato com as Farc e viabilizar a libertação de Betancourt.

Após rejeitar a proposta da missão, as Farc ratificaram sua posição de que só negociarão reféns após a desmilitarização dos municípios de Pradera e Florida.

"É preciso reencontrar as possibilidades para abrir negociações em Pradera e Florida", declarou Fabrice, convencido de que se acabará encontrando "soluções" embora, segundo ele, não tenha visto sinal de movimento do Presidente da Colômbia, Álvaro Uribe. EFE ao/rr/fal

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