Paramilitares colombianos serão julgados em quatro Estados dos EUA (oficial)

Quatorze paramilitares colombianos extraditados pela Colômbia para os Estados Unidos - 13 deles enviados nesta terça-feira - serão julgados em tribunais dos estados de Flórida (sul), Nova York (nordeste) e Texas (sul), assim como no Distrito de Columbia (nordeste), por narcotráfico e apoio ao terrorismo, informou o Departamento de Justiça.

AFP |

Eles vão enfrentar acusações relacionadas à "conspiração para exportar cocaína; conspiração para produzir e distribuir cocaína; posse, produção ou distribuição de cocaína; fornecer apoio material à organização considerada terrorista; lavagem de dinheiro", diz a nota.

O presidente colombiano, Alvaro Uribe, justificou nesta terça-feira sua decisão de extraditar para os Estados Unidos 13 dos mais importantes chefes das facções paramilitares de extrema-direita, e garantiu que as vítimas destes movimentos serão indenizadas.

"Alguns continuavam praticando atividades criminosas, outros não cooperavam devidamente com a justiça, e todos eles prejudicaram o processo de indenização das vítimas ao ocultar ou demorar a entregar bens", afirmou Uribe em discurso transmitido em cadeia de rádio e de televisão.

O presidente colombiano também revelou que seu governo pediu a Washington "que os bens eventualmente entregues por paramilitares extraditados em virtude de acordos com juízes sirvam para indenizar as vítimas colombianas". O pedido foi aceito pelo governo americano.

"O governo de Bogotá considera esta decisão como uma garantia de indenização das vítimas", afirmou Uribe.

Na madrugada desta terça-feira, Bogotá extraditou para os Estados Unidos 14 pessoas por narcotráfico, entre elas 13 dos principais líderes paramilitares de extrema-direita acusados de descumprir os acordos que haviam assinado em virtude de um processo de desmobilização.

Entre os extraditados estão Salvatore Mancuso, ex-porta-voz das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC, paramilitares); Rodrigo Tovar Pupo, mais conhecido como Jorge 40, um dos chefes mais sanguinários da extrema-direita; e Diego Fernando Murillo, um ex-tenente do falecido traficante Pablo Escobar, que aderiu aos AUC nos anos 90.

AS AUC são acusadas de terem cometido pelo menos 9.000 assassinatos, em maioria contra civis.

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