Paraguai protesta ao Brasil por prisão de mulher na fronteira

ASSUNÇÃO (Reuters) - O governo paraguaio emitiu na sexta-feira um protesto ao Brasil pela detenção de uma cidadã daquele país junto à fronteira. De acordo com Assunção, a medida viola a soberania territorial do Paraguai e não contribui em nada para as relações binacionais. A paraguaia Máxima Rodríguez, de 70 anos, foi detida na cidade de Pedro Juan Caballero por policiais militares brasileiros e levada em seguida a Ponta Porã, cidade do Mato Grosso do Sul separada do Paraguai apenas por uma avenida.

Reuters |

Segundo fontes policiais, a mulher guiava um veículo roubado no Brasil.

O chanceler paraguaio, Rubén Ramírez, convocou o embaixador do Brasil em Assunção, Valter Pecly, para manifestar um 'protesto formal e firme' pelo incidente, segundo nota do governo local.

Rodríguez, dona de uma mercearia a 15 metros da fronteira, foi liberada horas depois da prisão e voltou ao território paraguaio, enquanto o carro -- supostamente furtado em 2000 -- ficou retido no lado brasileiro.

O vice-cônsul paraguaio em Ponta Porã, Francisco Espíndola, disse a uma rádio que a mulher deverá comparecer dentro de 30 dias diante das autoridades brasileiras para apresentar sua versão dos fatos.

O Paraguai e o Brasil compartilham uma longa fronteira seca, numa região com intenso tráfico de maconha e cocaína.

Ambos os países são participantes do Mercosul.

(Reportagem de Daniela Desantis)

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