Paraguai prende médico argentino que atuava na ditadura do país

ASSUNÇÃO (Reuters) - A polícia paraguaia informou nesta terça-feira que deteve o médico argentino Noverto Bianco, alvo de um pedido internacional de prisão por crimes contra a humanidade cometidos durante a ditadura militar em seu país. Bianco, que trabalhava como traumatologista em uma conhecida clínica da capital paraguaia, foi preso e levado para a Penitenciária Nacional de Tacumbú, informou o delegado Teodoro Martínez, do braço paraguaio da Interpol.

Reuters |

A prisão ocorreu por um pedido de extradição do tribunal federal criminal de San Martín, na província de Buenos Aires, sob o comando do juíz Alberto Martín Suárez. No Paraguai, a causa está a cargo do magistrado Gustavo Amarilla.

'O pedido da polícia argentina chegou há 15 dias e hoje aconteceu a sua detenção em via pública. As acusações incluem privação ilegal de liberdade, tortura e homicídio entre os anos 1977 e 1978', disse Martínez para emissora de rádio Primero de Marzo.

Bianco trabalhou no Hospital Militar de Campo de Mayo durante a ditadura argentina (1976-1983), onde, segundo testemunhos de médicos e enfermeiras, operava um maternidade clandestina.

De acordo com as testemunhas, há a suspeita de que o profissional atendia as presas políticas grávidas que eram levadas ao centro para darem a luz.

(Reportagem de Daniela Desantis)

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