Paraguai pedirá ao Brasil que revogue refúgio de 3 ex-dirigentes

Assunção, 2 fev (EFE).- O Governo paraguaio pedirá formalmente nesta sexta-feira ao Brasil que revogue o status de refugiado de três ex-dirigentes de esquerda, supostamente, vinculados com casos de sequestros, anunciaram hoje fontes da Chancelaria.

EFE |

Carlos Fleitas, diretor de Assuntos Legais de Relações Exteriores, será o encarregado de tramitar diante dos ministérios brasileiros de Relações Exteriores e da Justiça o pedido de revisão e a posterior revogação do refúgio de Juan Arrom, Anuncio Marti e Victor Colman, ex-dirigentes do Partido Pátria Livre (PPL).

Os três estão refugiados no Brasil desde que foram processados pelo sequestro de María Edith Bordón, mulher de um rico empresário, que foi liberada após 64 dias de cativeiro e o pagamento de US$ 300 mil de resgate, em fevereiro de 2002.

"Vamos enumerar as provas existentes até o momento referentes à acusação que pesam sobre estas pessoas, entre as quais está a troca de e-mail das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (Farc) com o PPL", afirmou Fleitas à rádio "Primeiro de Março".

Fleitas referiu-se aos relatórios das autoridades da Colômbia sobre a suposta participação das Farc no sequestro e assassinato, em 2005, de Cecilia Cubas, filha do ex-presidente Raúl Cubas (1998-1999).

Por esse crime, cerca de dez dirigentes do PPL - um grupo de esquerda - foram presos e condenados. Depois disso, vários membros se reuniram no Exército do Povo Paraguaio (EPP).

Há duas semanas, o Governo paraguaio incluiu Arrom, Martie Colma na lista dos membros do EPP, a quem as autoridades atribuem vários sequestros com fins de extorsão e homicídios.

A lista foi divulgada com o oferecimento de uma recompensa de até 500 milhões de guaranis (US$ 107 mil) para que levem a captura dos membros do EPP, que opera em regiões de florestas do departamento de Concepción, norte do país.

Segundo as autoridades, a esse grupo é atribuído o sequestro do fazendeiro Fidel Zavala, libertado em 17 de janeiro após 94 dias de cativeiro e depois que sua família pagasse um resgate de US$ 550 mil.

De acordo com a Promotoria, o EPP também é responsável pelo homicídio de dois policiais, pelo ataque a destacamentos policiais e militares, assim como granjas agrícolas e pelo sequestro do fazendeiro Luis Lindstron, libertado após o pagamento de US$ 300 mil em setembro de 2008, após 40 dias de cativeiro. EFE lb/dm

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