Paraguai pede ao Brasil que revogue refúgio aos acusados de sequestro

Brasília, 5 fev (EFE).- O Governo paraguaio formalizou hoje às autoridades do Brasil seu pedido de revogação do refúgio concedido a três cidadãos desse país acusados de sequestros e outros crimes, informaram fontes oficiais.

EFE |

A solicitação foi entregue hoje pelo vice-ministro de Relações Exteriores do Paraguai, Manuel Maria Cáceres, e se refere aos paraguaios Juan Francisco Arrom, Anuncio Martí e Victor Colman, ex-dirigentes do esquerdista Partido Pátria Livre (PPL).

Os três receberam refúgio no Brasil depois de serem processados no Paraguai pelo sequestro de Maria Edith Bordón, esposa de um rico empresário, quem foi libertada em troca de US$ 300 mil, após 64 dias em cativeiro, em fevereiro de 2002.

As autoridades paraguaias sustentam que antigos dirigentes do PPL, entre eles os três radicados no Brasil, fazem parte do autodenominado Exército do Povo Paraguaio (EPP), ao que atribuem vários sequestros com fins de extorsão e homicídios.

Entre eles, está o sofrido por Fidel Zavala, libertado em 17 de janeiro após 94 dias de cativeiro, mediante um resgate de US$ 550 mil.

Existe suspeita que o antigo PPL teve colaboração das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no sequestro e assassinato de Cecilia Cubas, filha do ex-presidente Raúl Cubas (1998-1999), ocorrido em 2005.

O pedido de revogação do status que o Brasil concedeu a Arrom, Marti e Colman foi entregue ao Ministério das Relações Exteriores e às autoridades do Conselho Nacional dos Refugiados, órgão do Ministério da Justiça que há seis anos aceitou a solicitação de refúgio.

Segundo as autoridades paraguaias, os três homens não são perseguidos políticos, mas criminosos comuns, por isso pelo que conforme as normas da Convenção de Genebra de 1951, eles não têm direito de refugiados.

A intenção do Paraguai é que, depois que seja revogado o status de refugiados, Brasil extradite Arrom, Marti e Colman para que respondam diante da Justiça pelos crimes cometidos. EFE ed/dm

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