Paraguai insiste que Brasil extradite supostos seqüestradores

Assunção, 20 jan (EFE).- A Chancelaria do Paraguai anunciou hoje que reiterou ao Brasil o pedido de extradição de três ativistas paraguaios de esquerda acusados de sequestro que foram beneficiados com o refúgio político no país.

EFE |

O vice-chanceler paraguaio, Jorge Lara Castro, confirmou em entrevista coletiva que reiteraram às autoridades brasileiras o pedido de extradição de Juan Arrom, Anuncio Martí e Víctor Colmán, ex-dirigentes do extraparlamentário Partido Pátria Livre (PPL).

Após serem processados pelo sequestro de María Edith Bordón, mulher de um rico empresário, que foi liberada após 64 dias de cativeiro e o pagamento de um resgate, em fevereiro de 2002, os três se refugiaram no Brasil.

A Chancelaria paraguaia detalhou que a anterior reiteração do pedido de extradição foi feita em 29 de agosto de 2006, mas que a solicitação foi rejeitada pela concessão do status de refugiados aos cidadãos.

Na segunda-feira passada, o Governo paraguaio incluiu Arrom, Martí e Colmán em uma lista dos supostos membros do autodenominado Exército do Povo Paraguaio (EPP), um grupo criado a partir do PPL ao qual se atribui vários sequestros e homicídios.

A lista foi divulgada com o oferecimento de uma recompensa de até 500 milhões de guaranis (US$ 107 mil) para que levem a captura dos membros do EPP.

A esse grupo é atribuído o sequestro do fazendeiro Fidel Zavala, libertado no domingo, após 94 dias de cativeiro e depois que sua família pagasse um resgate de US$ 550 mil.

Nas operações de busca dos integrantes desse grupo armado que estão sendo realizadas nas florestas do país, o chefe de Estado, Fernando Lugo, decretou hoje o envio de tropas militares para que se somem a essas operações empreendidas pela Polícia.

Até o momento foi confirmada a detenção de nove supostos colaboradores do grupo armado que hoje foram transferidos de Concepción, a mais de 500 quilômetros ao norte de Assunção, para o Comando da Polícia nesta capital.

De acordo com as investigações, o EPP também é responsável pelo homicídio de dois policiais e o sequestro e assassinato, em 2005, de Cecilia Cubas, filha do ex-presidente Raúl Cubas (1998-1999), e do rapto do fazendeiro Luis Lindstron, libertado após o pagamento de US$ 300 mil em setembro de 2008, após 40 dias de cativeiro. EFE rg/dm

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