Paraguai estará mais próximo do Brasil do que da Venezuela, diz Franco

Santiago do Chile, 26 abr (EFE).- O novo Governo do Paraguai, que será presidido pelo ex-bispo católico Fernando Lugo, adotará um programa de esquerda moderada, como os realizados no Brasil, Uruguai e Chile, segundo disse o futuro vice-presidente paraguaio, o liberal Federico Franco.

EFE |

"Queremos aprender muito com esses Governos, queremos sair e conhecer mais a respeito deles", afirmou Franco, líder do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), em entrevista publicada hoje no jornal chileno "El Mercurio".

Franco, na entrevista, descartou que o partido de Fernando Lugo - a Aliança Patriótica para a Mudança (APC) - se aproximará do bloco "chavista" na região durante o seu mandato.

O futuro vice afirmou que as relações com a Venezuela serão parecidas com as mantidas com qualquer outro país do continente e que, em nenhum caso e sob nenhuma circunstância, serão aceitas intromissões na política interna paraguaia.

"Neste mundo globalizado, o Paraguai tem que ter vínculos comerciais com todos os países e a Venezuela não será exceção.

Assim, por exemplo, se podemos baratear o custo de importação do petróleo usando o venezuelano, que seja bem-vindo", afirmou.

Acrescentou que não está no programa do futuro Governo, que será instaurado no dia 15 de agosto, implementar políticas de cunho populista, e ressaltou que "os paraguaios, devem estar tranqüilos, porque aqui não haverá espaço para populismo".

"O Partido Liberal sempre apoiou a liberdade de imprensa, o livre mercado, o respeito aos direitos humanos, a liberdade política e o respeito à Constituição e à propriedade privada. E quanto a isso não vamos fraquejar jamais", declarou.

"No mais, o Paraguai não está preparado nem vai aceitar a chegada de uma esquerda extrema", acrescentou.

Por decisão de Lugo, já que a Aliança Patriótica não obteve a maioria no Congresso, Franco iniciou as negociações com os diferentes partidos a fim de garantir a governabilidade do Paraguai durante o novo mandato, que sucederá os 61 anos de governo do Partido Colorado.

Nesse contexto, o futuro vice-presidente considerou "o panorama muito encorajador", tendo em vista que em seus primeiros contatos políticos encontrou, nos diferentes partidos, "o desejo de trabalhar pelo bem do Paraguai".

Explicou que as negociações foram realizadas com a União Nacional de Cidadãos Éticos (Unace), do ex-general Lino Oviedo; com a Pátria Querida, do empresário Pedro Fadul, e com a Vanguarda Colorada, um setor do Partido Colorado. EFE ns/bm/fb

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