Paraguai cancela licença de empresa brasileira que depredou reserva indígena

Assunção, 16 nov (EFE).- A Secretaria do Ambiente do Paraguai cancelou a licença ambiental de uma empresa brasileira ante a depredação das terras ocupadas pelas últimas etnias silvícolas da região do Chaco.

EFE |

Uma delegação da Secretaria se transferiu para o departamento (estado) de Alto Paraguai, extremo norte do país, na fronteira com a Bolívia e Brasil, para fazer cumprir a medida e se informar da situação do povo totobiegosode, informa hoje a imprensa.

A suspensão atinge a empresa de criação de gado Yaguareté Porá, que no dia 28 de outubro passado impediu o acesso de funcionários de entidades ambientais para a verificação das ações denunciadas por esta comunidade e ONGs.

Os totobiegosode, que poucas vezes são vistos e evitam o contato com os brancos, denunciaram que parte de suas terras está sendo invadida por produtores agropecuários da região, que depredam suas florestas para plantarem.

Além disso, expressaram que estas áreas lhes pertencem porque foram herdados de seus antepassados.

Um comunicado da organização Gente, Ambiente e Território (GAT), que promove a autonomia dos povos indígenas do chaco paraguaio, lança uma advertência sobre a preocupação pelo "avistamento recente de indígenas em isolamento na região em processo de grande desmatamento há meses".

Por outro lado, a ONG Survival Internacional, movimento pelos povos indígenas, denunciou que "os únicos indígenas isolados da América do Sul fora do Amazonas foram vistos aparentemente fugindo da rápida destruição da floresta na qual vivem".

"A floresta está sendo destruída mais rapidamente que a Amazônia.

Toda a área está sendo arrasada ilegalmente para estabelecer a criação de gado", acrescenta o comunicado da organização.

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