Paraguai busca medidas de emergência para combater grupo armado

Por Daniela Desantis ASSUNÇÃO (Reuters) - O presidente paraguaio, Fernando Lugo, pediu autorização ao Congresso nesta quinta-feira para implementar medidas de emergência no norte do país, onde a polícia e militares realizam uma busca por membros de um grupo armado de esquerda.

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Lugo enviou um reforço de tropas para a região após a morte de três civis e um policial na quarta-feira em um confronto com combatentes do Exército Popular Paraguaio (EPP).

A polícia e o governo afirmam que o EPP possui apenas 100 membros que operam em uma área pobre, de floresta, numa região produtora de maconha no país sul-americano.

O grupo, suspeito de ter ligação com as Forças Aéreas revolucionárias da Colômbia (Farc), é acusado de ao menos quatro sequestros desde 2001, incluindo a captura de um importante fazendeiro que foi solto no começo deste ano.

Lugo quer que os congressistas aprovem a medida que permitirá que o governo ordene prisões e proíba reuniões públicas e protestos nas províncias agricultoras de San Pedro, Concepción, Amambay, Alto Paraguai e Presidente Hayes, na fronteira com o Brasil e a Bolívia.

"Pedimos que a autorização seja tratada com urgência devido a situação que estamos vendo no país... e também que as forças armadas tenham a liberdade que precisam para tomar ação", disse Lugo a repórteres no Congresso.

Lugo, um ex-bispo de esquerda, tem dificuldades para aprovar leis no Congresso controlado pela oposição, mas a medida de emergência deve ser aprovada.

"Temos uma crise de segurança em nossas mãos", disse o líder do Congresso, Miguel Carrizosa. "Concordamos que medidas duras são necessárias."

A última vez que uma medida similar foi adotada no Paraguai foi em 2002, por ocorrência de protestos violentos contra o governo do ex-presidente Luis González Macchi.

Essas medidas foram usadas com frequência durante a ditadura de 35 anos do general Alfredo Stroessner, terminada em 1989.

(Reportagem adicional de Mariel Cristaldo)

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