Paraguai aposta em acordo sobre Itaipu em reunião entre Lula e Lugo

Assunção, 30 mai (EFE).- O Paraguai espera avançar em suas exigências ao Brasil sobre a hidrelétrica de Itaipu na reunião programada para finais de junho ou início de julho entre os líderes dos dois países, afirmou hoje o chanceler paraguaio, Héctor Lacognata.

EFE |

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chefe de Estado do Paraguai, Fernando Lugo, têm pendente uma nova reunião depois que a que realizada em 8 de maio em Brasília terminou sem acordo sobre as reivindicações colocadas pelo Governo paraguaio.

"Temos pendente um encontro bilateral entre ambos os presidentes, que provavelmente acontecerá no final de junho ou em começos de julho, nas vésperas da Cúpula do Mercosul", disse Lacognata à Agência Efe.

Nessa reunião, "vamos ter provavelmente uma resposta do presidente Lula que se aproxime da proposta paraguaia", completou.

A Cúpula do Mercosul, grupo formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, mais os estados associados, será realizada em 4 de julho em Assunção.

Desde que Lugo chegou ao poder, em agosto de 2008, o Paraguai insistiu em uma reivindicação de seis pontos, que inclui a revisão do contrato de construção da represa, para dispor de seu excedente e vender a energia a preços de mercado e não exclusivamente ao Brasil.

Segundo o tratado, a energia que não é consumida pelo Paraguai é vendida a preço de custo ao Brasil, que considera que o acordo não pode ser revisado antes de 2023, quando expira.

"Estamos otimistas nessas negociações. De uma posição inicial do Brasil de não tratar o tema de Itaipu, foi possível que o Brasil não somente acompanhasse as negociações, mas também que aceitasse a agenda paraguaia dos seis pontos", comentou Lacognata.

O chanceler destacou que se avançou sobre quatro pontos, mas sustentou que "o tema central e complicado que motiva as intensas negociações é da livre disponibilidade da energia por parte do Paraguai".

Em todo caso, Lacognata considera que as negociações vão por bom caminho, mas alertou que "é preciso ser muito cuidadoso nesse processo". EFE ja/rr

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