Paraense morto em acidente em Madri foi identificado por digitais, diz irmão

Madri, 22 ago (EFE).- O paraense Rondinaldo Alves Silva disse hoje à Agência Efe que seu irmão Ronaldo Gomes Silva, morto quarta-feira em Madri no acidente com um avião da companhia Spanair, teve o corpo identificado por meio de suas impressões digitais.

EFE |

"Os corpos estão quase todos carbonizados. A maioria não pôde ser identificada, por isso o reconhecimento do meu irmão foi feito pelas impressões digitais", disse Rondinaldo, que chegou ontem à capital espanhola.

Até o momento, a família ainda não decidiu se os restos mortais de Ronaldo vão ser repatriados ou enterrados na Europa.

"Achamos que o melhor será cremar o corpo de Ronaldo e enterrá-lo na Espanha, junto com sua mulher, que também morreu no acidente. Eles se amavam muito e o meu irmão havia dito que, se algo acontecesse com Yanina, ele preferiria ir com ela. Então, estamos pensando em enterrar os dois juntos nas Ilhas Canárias, de onde era a esposa do meu irmão", declarou.

Rondinaldo, assim como os parentes das outras vítimas, deve se reunir com representantes da Spanair.

"Não sei o que eles vão falar, mesmo porque, explicarão o quê? Que a aeronave estava com problemas e mesmo assim eles prosseguiram com o vôo? Praticamente, aconteceu uma coisa que eles sabiam que poderia acontecer", desabafou o brasileiro.

Ronaldo, de 28 anos, e a sua mulher, a espanhola Yanina Celis Dibowsky, de 21, estão entre os 153 mortos no desastre com o avião MD-82 da Spanair ocorrido no aeroporto de Barajas, em Madri. EFE sc/rd

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