Para Uribe, Unasul não deveria conceder status político às Farc

Brasília, 23 mai (EFE).- O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, disse hoje esperar que a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), oficializada hoje em Brasília, não permita que nenhum país se atreva a classificar as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) como um grupo político.

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Uribe, que nesta sexta-feira participou da cúpula do Unasul junto com outros 11 chefes de Estado sul-americanos, declarou a jornalistas que cumprimentou seus colegas do Equador, Rafael Correa, e da Venezuela, Hugo Chávez, embora tenha se recusado a comentar o discutido sobre o conflito entre Colômbia e esses dois países.

Chávez e Correa, em meio ao bombardeio verbal que mantêm com Uribe desde que, em março, as tropas colombianas atacaram um acampamento das Farc no Equador, disseram nos últimos meses que essa guerrilha é um "ator político" e deveria ser considerada uma "força beligerante".

No entanto, o governante colombiano reiterou sua posição de que as Farc são "um grupo terrorista" que financia suas ações com o narcotráfico e "assassina crianças, mulheres e homens".

"Como não ficar preocupado quando alguns neste continente acham que as Farc são um grupo político?", perguntou Uribe, segundo quem a Colômbia "tem uma democracia viva e respeitável" que é agredida pelo terrorismo.

Uribe disse que a Unasul deve permitir "o avanço do sonho" de uma América do Sul "de classe média próspera, na qual ninguém rompa as regras democráticas nem aceite os grupos violentos que atentam contra as democracias".

Sobre a decisão da Colômbia de não aderir ao Conselho de Defesa regional proposto pelo Brasil, o governante declarou: "Não entramos porque, na Colômbia, temos um problema de terrorismo muito grave, que, inclusive, nos gerou problemas com Governos irmãos, os quais esperamos que sejam superados". EFE ed/sc

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