Para Sérvios e croatas, sentença dada a Delic não ajuda a reconciliação

Sarajevo, 15 set (EFE).- Representantes de sérvios e croatas da Bósnia criticaram hoje a pena de três anos de prisão emitida contra o general muçulmano Rasim Delic por crimes de guerra durante o conflito bósnio (1992-1995) e advertiram que a sentença não contribui para a reconciliação.

EFE |

"Mostrou-se mais uma vez que a justiça para as vítimas sérvias da guerra da Bósnia-Herzegovina perante esta corte (o Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia, TPII) é inalcançável", declarou o primeiro-ministro servo-bósnio, Milorad Dodik.

Ele afirmou que a condenação a Delic "destruiu o mínimo da confiança na justiça do TPII, que praticamente perdeu toda a legitimidade quando se trata do povo sérvio".

Maior partido dos croatas da Bósnia, a União Democrática Croata da Bósnia-Hezergovina (HDZ), qualificou o TPII de "extremamente parcial, pois eximiu de culpa ou condenou a penas curtas vários gerais muçulmanos acusados de crimes maciços contra croatas".

Por outro lado, os políticos muçulmanos da Bósnia afirmaram que Delic tinha de ser absolvido de toda a culpa.

Delic, ex-comandante do Exército bósnio-muçulmano, foi condenado hoje pelo TPII, com sede em Haia, pois não tomou todas as "medidas necessárias e razoáveis" para prevenir e castigar os delitos de tratamento cruel contra sérvios e croatas cometidos pela unidade El-Moujahid, formada por voluntários islamitas.

A Promotoria do TPII havia pedido uma pena de 15 anos de prisão contra o ex-comandante muçulmano. EFE sn/rb/fal

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