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Para Rússia, Otan protege regime criminoso da Geórgia

O ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, acusou a Otan de proteger o regime criminoso da Geórgia, depois que a organização militar emitiu um comunicado dizendo que as suas relações com Moscou ficarão abaladas até que o país retire todas as suas tropas do território georgiano. Lavrov reiterou que as tropas russas entraram na Ossétia do Sul apenas depois de a Geórgia tentar recuperar o controle sobre a região separatista à força.

BBC Brasil |

Segundo o ministro russo, a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) está transformando o agressor do conflito em vítima.

Os ministros das Relações Exteriores da Otan emitiram nesta terça-feira um comunicado em que pedem a retirada imediata das tropas russas do território georgiano e acusam a Rússia de ocupar militarmente uma nação soberana.

"Não podemos continuar com as relações normais. Pedimos que a Rússia demonstre - em palavras e ações - o compromisso com os princípios que regem a base de nossa relação ", diz o texto, divulgado após uma reunião de emergência em Bruxelas, na Bélgica.

Retirada
A Geórgia acusa a Rússia de não cumprir o compromisso de retirar as tropas, previsto no acordo de paz assinado pelos dois países, com intermediação do governo francês, que atualmente detém a presidência da União Européia.

Moscou insiste que já iniciou a retirada, mas diz que o processo será feito de forma lenta e deve terminar apenas no final de semana.

Nesta terça-feira, diversos tanques e outros veículos militares deixaram a Geórgia. Tropas russas foram vistas deixando a cidade de Gori, fora da Ossétia do Sul e a 70 km da capital georgiana, Tbilisi.

A correspondente da BBC em Igueti, Helen Hawkes, afirma que as forças russas ainda controlam a entrada e saída da cidade de Igueti, a 35 quilômetros da capital.

Segundo o vice-chefe do Estado-maior, general Anatoly Nogovitsy, a Rússia só retirará todas as suas forças de combate quando tiver instalado postos de controle ao longo de toda a fronteira da Ossétia do Sul.

Moscou alega que milícias georgianas continuam atuando na área e que o objetivo dos postos russos é monitorar a paz na região.

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