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Para Rice, reação russa a acordo com Polônia beira o bizarro

Por David Alexander VARSÓVIA (Reuters) - A secretária norte-americana de Estado, Condoleezza Rice, disse na quarta-feira que a reação russa ao acordo entre EUA e Polônia para a instalação de um escudo antimísseis beira o bizarro. No entanto, ela insistiu que Washington não deseja confronto com Moscou.

Reuters |

'Espero que não haja gente na Rússia saudosa dos dias da confrontação EUA-URSS, porque eles acabaram. A Guerra Fria acabou', disse Rice a jornalistas em Varsóvia, depois de assinar o tratado em que a Polônia aceita a instalação de dez interceptadores de mísseis em seu território, em troca de os EUA reforçarem a defesa antiaérea do país.

Questionada sobre um general russo que ameaçou usar armas nucleares contra a Polônia devido ao acordo, Rice afirmou estar de acordo com o secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, que qualificou a declaração como 'retórica patética'.

'Como você vai atacar a Polônia por haver dez interceptadores voltados contra ameaças futuras de longa distância, de países como o Irã, e depois de terem sido oferecidos todos os tipos de medidas para demonstrar isso?', disse Rice. '[A ameaça] simplesmente beira o bizarro'.

Em entrevista à CNN, Rice lembrou que a Polônia, sendo membro da Otan, está sob defesa da aliança. 'Eles devem saber que os EUA nunca permitiriam um ataque contra um território de um aliado sob o Artigo 5 [do Tratado do Atlântico Norte, que trata de defesa mútua]'.

Mais tarde, em seu site, a chancelaria russa disse que Moscou reagiria ao acordo americano-polonês 'não só por meio de protestos diplomáticos'.

Segundo ela, ao suspender seus contatos com a Rússia, uma decisão tomada na terça-feira, a Otan quer impedir que Moscou tente recuperar no Leste Europeu uma esfera de influência semelhante à que tinha na época soviética.

A ocupação militar deste mês na Geórgia, país-candidato à Otan, as ameaças contra a Polônia e os atos hostis contra o governo pró-ocidental da Ucrânia, também candidato a participar da aliança, seriam sinais desse comportamento.

'O que temos de impedir é a noção de que podemos estipular um novo limite na Ucrânia e na Geórgia. Foi isso que a Otan fez ontem. Não se trata tanto de punir a Rússia. Trata-se de ajudar a Geórgia e deixar claro para a Rússia que, se isso era para intimidar a Otan contra aprofundar relações com Ucrânia e Geórgia, não conseguiram'.

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