Para Rice o Hamas deve renunciar à violência para demonstrar que quer a paz

O movimento islamita palestino Hamas deve renunciar à violência e pôr fim a seus disparos de foguetes contra Israel para demonstrar que está disposto a fazer a paz, afirmou nesta segunda-feira, em Manama, capital de Bahrein, a secretária de Estado americana Condoleezza Rice.

AFP |

"O que o Hamas precisa fazer está muito claro: renunciar à violência seria um bom passo para mostrar que alguém quer realmente a paz", declarou Rice um grupo de jornalistas depois de se reunir com seus colegas das monarquias do Golfo, do Egito, da Jordânie e do Iraque.

Dessa forma respondeu a uma pergunta sobre as declarações do ex-presidente Jimmy Carter, também em viagem pela região.

Carter afirmou que o Hamas está disposto a reconhecer o direito de Israel de existir se um acordo de paz for concluído e aprovado por referendo palestino.

"Os líderes do Hamas indicaram que estariam dispostos a aceitar um Estado hebreu nas fronteiras de 1967 caso os palestinos aprovem e aceitem o direito de Israel de viver em paz, como vizinho", afirmou Carter em uma entrevista coletiva à imprensa.

Segundo Rice, o Hamas pode fazer várias coisas. "Pode libertar o cabo israelense Gilad Shalit. Pode acabar com os disparos de foguetes contra os habitantes israelenses em Sderot e Ashkelon. Pode deixar de manter como refém a população de Gaza depois do golpe de Estado contra as estruturas do governo legal da Autoridade Palestina".

Shalit foi seqüestrado em junho de 2006 por três grupos armados, entre os quais figurava o Hamas, na Faixa de Gaza.

Carter se reuniu com o líder no exílio do Hamas, Khaled Mechaal, no sábado em Damasco.

Israel e Estados Unidos, que consideram o movimento Hamas uma organização terrorista, criticaram duramente o encontro.

O ex-presidente norte-americano também declarou que o Hamas poderia reconhecer um acordo de paz negociado pelo primeiro-ministro israelense Ehud Olmert e pelo presidente palestino Mahmud Abbas, com a condição "de que seja submetido à aprovação dos palestinos, inclusive se o Hamas não concordar com alguns termos deste acordo".

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