Para Putin, mesmo grupo pode estar por trás de recentes ataques na Rússia

Moscou, 31 mar (EFE).- O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, disse hoje que não descarta a hipótese de o grupo responsável pelos ataques de hoje na República Autônoma do Daguestão ter sido também o autor do duplo atentado de segunda-feira no metrô de Moscou.

EFE |

"Não descarto que os mesmos criminosos tenham atuado. Não importa em que lugar crimes desse tipo sejam cometidos nem quem que sejam as vítimas (...). Estes crimes são dirigidos contra a Rússia", disse Putin às agências russas.

O chefe de Governo, que sempre prometeu ser duro com os guerrilheiros do norte do Cáucaso, mandou o ministro de Interior, Rashid Nurgaliev, "fortalecer a segurança policial" na região e, "em particular, no Daguestão".

Por sua vez, o presidente do Daguestão, Magomedsalam Magomedov, se mostrou convencido de que "as explosões no metrô de Moscou e as de hoje, em Kizliar, são elos da mesma corrente".

"Estes terroristas não precisam de paz, querem a guerra. Mas não deixaremos saiam impunes. Os responsáveis por estes crimes, estejam onde estiverem, receberão o que merecem", acrescentou.

Pelo menos 12 pessoas, entre elas nove policiais, morreram nesta quarta-feira em um novo duplo atentado na Federação Russa, desta vez no Daguestão.

Os ataques, cometidos por dois suicidas, deixaram 27 pessoas feridas, oito delas em estado grave.

A primeira explosão aconteceu às 8h42 (1h42 de Brasília), quando agentes da Polícia pararam um carro suspeito para revistá-lo.

Quando os policias se aproximaram, o motorista do veículo acionou uma bomba, que matou dois agentes e uma mulher que passava perto.

Passados 15 minutos, quando bombeiros, uma brigada operacional e soldados do Ministério de Situações de Emergência já tinham chegado ao local, outro terrorista suicida, disfarçado de policial, detonou um segundo explosivo, matando sete agentes.

As explosões aconteceram a cerca de 300 metros de uma escola e dos escritórios do Ministério de Interior e do Serviço Federal de Segurança (FSB, antigo KGB).

O ministro de Interior, Rashid Nurgaliev, ordenou o reforço das medidas de segurança nas principais infraestruturas e nos lugares mais movimentados do Daguestão.

Já o chefe de Estado russo, Dmitri Medvedev, informado do ocorrido pelo presidente do Daguestão, Magomedsalam Magomedov, mandou darem assistência médica e material aos feridos e toda ajuda necessária aos parentes dos mortos.

O FSB, principal órgão envolvido na luta antiterrorista, alega que os dois atentados foram organizados por grupos terroristas do norte do Cáucaso instalados na Rússia.

O chefe do Departamento de Interior de Moscou, Vladimir Kolokoltsev, informou que o número de agentes posicionados no metrô da capital russa praticamente triplicou.

Além disso, "estão sendo revistados os bairros residenciais e as zonas industriais, assim como os lugares com grande concentração de pessoas, sobretudo procedentes das regiões do norte do Cáucaso e da Ásia Central, incluindo hotéis, residências e outras propriedades".

A Polícia também está tomando medidas adicionais para garantir a segurança em escolas, hospitais, shoppings, cinemas, salas de concertos e outros lugares movimentados, acrescentou o funcionário.

EFE io/sc

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