Para primeiro-ministro do Peru, Fujimori poderia ir à casamento da filha

Lima, 23 fev (EFE).- O primeiro-ministro do Peru, Javier Velásquez Quesquén, se mostrou hoje a favor da concessão de uma autorização ao ex-presidente Alberto Fujimori para que este possa assistir ao casamento de sua filha Sachi em uma capela na prisão onde cumpre pena de 25 anos.

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Em entrevista coletiva, Velásquez Quesquén disse que "é um tema humanitário que não deve merecer maior conotação", e que, portanto, o Instituto Nacional Penitenciário (Inpe) "e a Polícia Nacional devem permitir" a presença de Fujimori.

Velásquez acrescentou que não se sentiria "culpado" se o governo autorizar a cerimônia, apesar de o presidente Alan García não ter podido assistir ao enterro de seu pai em 1994, pois era considerado perseguido político de Fujimori e estava em exílio na Colômbia.

O primeiro-ministro disse que revisou o código penal do país e explicou que "não há impedimento para autorizar um tema de caráter humanitário".

Sachi Fujimori anunciou ontem à "Rádio Programas del Perú" sua intenção de se casar com o alemão Mark Koening na presença de seu pai, mesmo que para isso fosse necessário realizar a cerimônia no centro de detenção.

O chefe do Inpe, Rubén Rodríguez, afirmou que o pedido do ex-governante deverá ser analisado por um conselho técnico e que a decisão sairá nas próximas 48 horas.

Fujimori foi condenado pela morte de 25 pessoas nos massacres de Barrios Altos e La Cantuta, em 1991 e 1992, respectivamente, e pelo sequestro de um jornalista e um empresário após o golpe de Estado de 1992. EFE.

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