Jerusalém, 21 mai (EFE) - O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, anunciou hoje publicamente que seu país e a Síria farão negociações para a paz, o que para ele é um dever nacional. Em uma conferência educacional em Tel Aviv, o chefe do Governo israelense disse que está contente que as duas partes tenham decidido conversar, após confirmar os anúncios feitos hoje por Jerusalém, Damasco e Ancara sobre o reatamento da negociação de paz. Não me iludo. As negociações não serão fáceis ou simples.

É possível que durem muito tempo", disse Olmert.

O premiê israelense esclareceu que os anúncios feitos hoje representam o fim de uma fase de um processo que se prolongou por um ano, período em que Israel iniciou um canal para verificar se as circunstâncias seriam favoráveis para uma negociação com Damasco.

"Estivemos tentando estabelecer uma via que nos permitisse manter a negociação de paz com a Síria", disse o primeiro-ministro, que lembrou também de antecessores no cargo como Yitzhak Rabin, Benjamin Netanyahu, e Ehud Barak que, segundo ele, "estiveram dispostos a fazer concessões dolorosas" a favor da paz.

Para Olmert, após oito anos da suspensão do diálogo político com a Síria, "a segurança não melhorou" em Israel.

Os dois países anunciaram hoje que começarão negociações de paz com a mediação da Turquia depois de as últimas tentativas de se chegar a um acordo serem suspensas em 2000.

Segundo a imprensa local, os contatos podem começar dentro dos próximos 15 dias. EFE db/rr/plc

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