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Para Ortega, líder indígena peruano é um irmão a mais

MANÁGUA (Reuters) - O presidente da Nicarágua, o sandinista Daniel Ortega, defendeu na terça-feira sua decisão de dar asilo político ao líder indígena peruano Alberto Pizango, a quem classificou de um irmão a mais. Pizango chegou à Nicarágua na semana passada depois de encabeçar violentas manifestações que deixaram dezenas de mortos contra leis de investimentos que, na avaliação dos indígenas, são uma ameaça aos seus territórios na Amazônia, ricos em recursos naturais.

Reuters |

Ele é acusado pelo governo do Peru de sedição, conspiração e rebelião.

"Apesar de existirem algumas vozes contrárias ao asilo dado a esse líder dos povos originários, dos povos da Amazônia, o povo da Nicarágua o acolhe como um irmão a mais", disse Ortega.

Pizango acompanhou Ortega em um ato em homenagem ao já falecido fundador da guerrilha sandinista, Carlos Fonseca, que teria completado 73 anos na terça-feira.

Diante de milhares de simpatizantes na Plaza de la Revolución, Ortega disse que os povos indígenas do continente "estão batalhando para defender os recursos naturais, defender a mãe natureza, defender o meio ambiente".

A cidade peruana de Bagua foi centro de um violento confronto que deixou, entre os dias 5 e 6 de junho, 33 mortos entre policiais e indígenas, nas piores manifestações contra o governo do presidente peruano, Alan García.

O presidente da Nicarágua é um ex-guerrilheiro marxista que governou pela primeira vez na década de 1980 e que retornou ao poder em janeiro de 2007, após 16 anos na oposição.

Os guerrilheiros sandinistas chegaram ao poder em julho de 1979, mas seu líder máximo, Fonseca, morreu em 1976 num combate com as tropas do ditador Anastasio Somoza.

(Reportagem de Iván Castro)

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