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Para OEA, insegurança supera crise econômica na América Latina

Juan David Leal. México, 7 out (EFE).- A insegurança na América Latina destruirá mais famílias do que qualquer crise econômica que a região possa enfrentar, afirmou hoje o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, durante a apresentação de um relatório do organismo no México.

EFE |

"É uma epidemia (...) que mata mais gente que a Aids ou que qualquer epidemia conhecida, destroça mais famílias que qualquer crise econômica que possamos sofrer e é uma ameaça (...) tão nociva quanto qualquer situação de subversão", declarou.

Na primeira reunião de ministros de Segurança Pública da América, realizada hoje e amanhã na capital mexicana, Insulza advertiu que todas as nações da região "sem exceção" sofrem ou começam a padecer as conseqüências da insegurança.

Esse problema é uma das "principais ameaças para a estabilidade, o fortalecimento democrático e as possibilidades de desenvolvimento de nossa região", disse a representantes de 34 países da América.

Neste sentido, lembrou que a "região andina é responsável por 90% da produção mundial de folha de coca e de cocaína".

Nessa parte da América Latina são produzidas 900 toneladas de cocaína com um valor de US$ 60 bilhões, segundo números da Organização das Nações Unidas (ONU) citadas por Insulza.

"Em termos gerais, o tráfico de drogas gera receitas de US$ 320 bilhões ao ano. A maior parte dos países presentes nesta reunião não tem um PIB (Produto Interno Bruto)" desse tamanho, disse.

Além disso, na América Latina ainda persistem "sérias dificuldades" técnicas e institucionais para enfrentar o problema do crime organizado, acrescentou.

O titular da OEA lamentou que várias nações da América careçam de órgãos nacionais de segurança pública, não realizem um acompanhamento de suas metas e outros nem tracem planos no tema.

Para Insulza, uma reforma essencial será a das instituições policiais, que oferecem baixos salários e poucos benefícios, como saúde, educação e moradia, além das exigências mínimas para o ingresso nessas entidades.

Além disso, na América Latina há em média um policial para cada 650 ou 700 habitantes, enquanto que na Europa esse número é de um agente para cada 400 cidadãos.

Insulza sugeriu criar "um espaço permanente e acordos hemisféricos para identificar raízes profundas do fenômeno global e alcançar consensos".

A sensação de insegurança cresce pela região, a ponto do último estudo do Latinobarómetro ter revelado que 63% dos latino-americanos em 2007 consideravam seu país "muito inseguro" e 76% disseram temer "constantemente" ser vítima de um crime.

Segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) a insegurança custa à América Latina 15% de seu PIB. EFE jd/ab/jp

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