Para Obama, acordo é "equilibrado" e "prático"

Foi assim que o presidente qualificou o acordo nuclear na conferência de revisão do Tratado de Não-Proliferação (TNP) na ONU

EFE |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, qualificou como "equilibrado" e "prático" o acordo de não-proliferação nuclear estipulado nesta sexta-feira na conferência de revisão do Tratado de Não-Proliferação (TNP) na ONU.

A conferência terminou com um acordo que impulsiona o desarmamento nuclear após anos de estagnação e intensifica a apuração sobre o suposto arsenal nuclear de Israel.

O TNP "deve estar no centro de nossos esforços globais para parar a extensão de armas nucleares ao redor do mundo, enquanto perseguimos nosso objetivo final de um mundo sem elas", afirmou Obama, em comunicado divulgado pela Casa Branca.

Para o líder americano, este acordo "inclui passos equilibrados e práticos que permitirão fazer avançar a não-proliferação, o desarmamento nuclear e o uso pacífico de energia nuclear, que são os pilares críticos para o objetivo mundial da não-proliferação".

Segundo indicou, o acordo reafirma muitos dos aspectos da proposta que foi apresentada no ano passado em Praga, onde ele advogou pelo fim das armas nucleares, e ressalta que "aquelas nações que rejeitam cumprir suas obrigações internacionais devem ser responsabilizadas".

A conferência de acompanhamento do TNP, que terminou nesta sexta, chegou a um acordo pactuado, o que foi considerado como um "resultado bem-sucedido" pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, depois que a conferência de 1995 foi encerrada sem um documento final.

Este texto de 28 páginas, adotado por consenso pelos 189 signatários do tratado, compromete as cinco potências nucleares (China, Rússia, EUA, França e Reino Unido) a "acelerar" a redução de seus arsenais e diminuir a importância destas armas estratégicas em suas doutrinas militares.

Além disso, que prevê quatro planos de ação sobre cada um dos três pilares do TNP: desarmamento, controle dos programas nucleares nacionais para garantir que são pacíficos e utilização pacífica da energia atômica.

Em seu ponto mais polêmico e a pedido dos países árabes, pede a Israel que se some ao TNP e convoca uma conferência para 2012 com objetivo de criar uma zona livre de armas nucleares no Oriente Médio.

O TNP, que entrou em vigor em 1970, compromete os países signatários a usarem seu potencial nuclear apenas com fins pacíficos, enquanto garante que as cinco potências atômicas oficiais reduzirão de forma gradual seus arsenais nucleares até eliminá-los.

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