O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira no Vietnã que acredita que o preço de alguns alimentos tenha atingido o seu ápice e vá diminuir, aliviando pressões inflacionárias. Eu estou convencido de que o preço de alguns alimentos que aumentaram demais chegou no teto, e que a tendência agora é começar a cair, afirmou.

"Tanto é que nós trabalhamos com uma inflação de 5,7% nos doze meses deste ano, mas ao mesmo tempo o Banco Central trabalha com uma inflação de 4,5%, 4,7%, 4,9% para o ano que vem. Isso significa que, pelos prognósticos, mesmo os mais conservadores, haverá um refluxo (na inflação)."
O presidente ressalvou entretanto que é necessário um estudo minucioso para explicar o que está na raiz do aumento do preço dos alimentos básicos.

"Primeiro, disseram que era (porque são) commodities. Mas feijão não é commodity e aumentou", disse Lula. "Precisamos fazer um diagnóstico mais preciso e mais unânime para que a gente possa então apresentar as medidas para resolver o problema do preço dos alimentos."
Oferta e demanda
O presidente entrou no tema da inflação respondendo a uma pergunta sobre desequilíbrios entre oferta e demanda de produtos na economia, já que "a demanda é maior que nossa capacidade de oferta".

Lula disse que está "tranqüilo", porque o país exibe um alto nível de investimento, que se traduzirá em maior oferta de produtos no futuro.

"É importante a gente saber que 70% do que o Brasil está importando hoje são máquinas, portanto coisas que significam maior capacidade de oferta amanhã, maior capacidade de produção amanhã", notou Lula.

O presidente mencionou o volume de empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que pulou, segundo ele, de R$ 40 bilhões em anos anteriores para R$ 90 bilhões no ano passado, refletindo novos projetos de empresas.

"Ora, na medida que você começa a fazer investimento, isso significa consumo em um primeiro momento. Essa empresa (que está investindo) só vai deixar de ser consumo quando ela começar a produzir e virar oferta", afirmou o presidente.

"As empresas estão se modernizando, inovando tecnologicamente, e eu penso que vai ter um 'encontro com a verdade' em 2009."

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