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Para Lula, fim de suspensão a Cuba da OEA foi vitória do povo latino-americano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a decisão da Organização dos Estados Americanos (OEA) de revogar a suspensão de Cuba da entidade representa uma vitória do povo latino-americano. Os comentários foram feitos minutos antes de ele embarcar rumo ao Brasil, em San José, a capital costa-riquenha, onde o presidente encerrou o seu giro pela América Central, que o levou a El Salvador, Guatemala e Costa Rica.

BBC Brasil |


AP
Chanceleres participam da Assembleia Geral da OEA

Chanceleres participam da Assembleia Geral da OEA

Cuba foi suspensa da entidade no auge da Guerra Fria, em 1962, sob o argumento de que o país seguia princípios incompatíveis com os da organização.

A decisão desta quarta-feira surpreendeu as expectativas dos chanceleres que se reuniram na cidade de San Pedro Sula, no nordeste de Honduras, que abrigou a reunião da OEA deste ano.

Antes de o anúncio da revogação ter sido feito, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, chegou a dizer que um acordo entre os países neste momento seria "um milagre".

Vitória

"Nós apagamos hoje uma história de muitos anos. E hoje recuperamos o direito de Cuba participar da OEA. Eu acho que é uma vitória do povo latino-americano, é uma vitória de Cuba, que esperou pacientemente por tantos anos", afirmou Lula.

O líder brasileiro acrescentou: "Eu nem sei se Cuba vai querer voltar à OEA, mas de qualquer forma, não estão mais tão marginalizados".

De acordo com o presidente, o fim do embargo econômico decretado pelos Estados Unidos contra Cuba é o "próximo passo".

Obama

O líder brasileiro afirmou sentir uma "vontade" por parte do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em oferecer avanços na política americana para Cuba. Em abril deste ano, Obama reverteu decisões restritivas contra Cuba tomadas por seu antecessor, George W. Bush.

O líder dos Estados Unidos decidiu, na ocasião, abolir o limite de viagens a Cuba por parte de cubano-americanos e decretou o fim de limites a remessas de dinheiro à ilha, cujo teto era de US$ 100. "Eu sinto vontade (por parte) do presidente Obama, em várias conversas com ele, de que as coisas sigam acontecendo, nem mais rápido do que pode acontecer e nem mais lento do que deva acontecer", afirmou.

De acordo com Lula, o fim do impasse entre cubanos e americanos é complicado, porque "todo mundo fica pensando no prejuízo político ou no ganho político".

"Mas vai acontecer, eu acho que é irreversível. Não tem mais explicação (para) o embargo a Cuba", disse.

Indagado se a decisão fortalece a OEA, o presidente afirmou que mais do que fortalecer a entidade, a revogação da suspensão ao país caribenho foi um ato em que "prevaleceu o bom senso", porque "ninguém mais conseguia explicar, ninguém mais conseguia entender".De acordo com o presidente, o período em que Cuba foi "o patinho feio" acabou, e isso "foi bom para o mundo".

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