Para Lula, exclusão de Cuba dos foros americanos é uma anomalia regional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado, em seu discurso na Cúpula das Américas, que a exclusão de Cuba dos foros continentais é uma anomalia no continente e pediu um diálogo direto entre Havana e Washington.

AFP |

"Nosso esforço integrador das Américas estará sempre incompleto se persistir em nossas reuniões a anômala exclusão de um dos países do continente, que é Cuba", explicou Lula no plenário da reunião em Port f Spain.

Segundo o presidente brasileiro, o restabelecimento das relações com Cuba será "o sinal importante" que marcará o tom das relações futuras entre os países da América Latina e dos Estados Unidos.

Lula reiterou que os últimos sinais de boa vontade demonstrados pelo presidente americano Barak Obama em relação a Cuba "estão na boa direção, mas são apenas o começo ".

"No fim, quem mais sofreu e quem mais sofre com as restrições do bloqueio é o povo de Cuba. Um diálogo direto entre os dois governos pode abrir o caminho para superar esta situação com que as Américas não querem conviver mais", acrescentou.

Lula destacou o crescimento coletivo da América Latina e defendeu que o crescimento deve vir acompanhado com uma melhor distribuição de renda.

Além disso, também fez uma defesa dos biocombustíveis afirmando que a sociedade necessita de combustíveis limpos e baratos.

"A produção de etanol com base na base de cana-de-açúcar, respeitando-se a realidade de cada país, aumenta a segurança energética e alimentar e gera divisas. Os biocombustíveis são uma arma eficiente na luta contra o aquecimento global", concluiu o presidente.

Mais cedo na cúpula, além de tratar da questão de Cuba, Lula também se mostrou disposto a intermediar entre Estados Unidos, Venezuela e Bolívia para que restabeleçam suas relações, conforme indicou o chanceler brasileiro Celso Amorim.

O presidente Lula também recomendou a Obama que prepare uma visita da secretária de Estado americana Hillary a Clinton a Venezuela e Bolívia, onde também não ha embaixador americano desde setembro de 2008, para buscar uma rápida melhora nas deterioradas relações de Washington com esses países.

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