Para Lula, EUA precisam ser parceiros e não fiscais da América Latina

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado, em Washington, após encontro com o líder americano, Barack Obama, que a relação entre americanos e latino-americanos precisa ser pautada por um olhar de parceria, não de fiscal. Para Lula, por muito tempo o governo dos Estados Unidos agiu como quem ia combater o narcotráfico ou vigiar alguma coisa ou combater a luta armada.

BBC Brasil |

Isso não existe mais".

Mas o líder brasileiro vê um comportamento distinto por parte do atual presidente dos Estados Unidos e acrescentou estar "otimista que a relação do governo Obama com a América Latina e o Brasil vai melhorar muito".

Devido ao suposto novo contexto existente nos Estados Unidos e na América Latina, onde segundo Lula, vive-se "uma experiência rica no exercício da democracia", o presidente afirmou que irá propor à Unasul um conselho sul-americano de combate ao narcotráfico.

De acordo com o presidente, a idéia surgiu após um encontro que ele teve com o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe.

Segundo o presidente Lula, os países da região não podem mais ficar "dependendo da ingerência de ninguém numa coisa que temos que resolver pelas próprias mãos".

O comentário foi uma referência às antigas políticas de combate às drogas em países latino-americanos por parte dos Estados Unidos.

"Os outros que cuidem de tomar conta dos consumidores. Aí, a gente poderá olhar para a América Latina com um olhar produtivo. Gerar oportunidades para que os países possam crescer."
Lula acrescentou que o Brasil tem mais de 8 mil quilômetros de costa marítima, 15 mil quilômetros de fronteiras e que, por isso, "estaríamos sendo irresponsáveis se não construíssemos uma parceria para combater o narcotráfico".

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