Beirute, 1 jul (EFE).- O primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, afirmou hoje que o anúncio sobre a troca de prisioneiros entre Israel e o Hisbolá feito na semana passada é um fracasso do Estado judeu e um triunfo a nível nacional para o grupo xiita libanês.

Em comunicado emitido hoje, Siniora declarou que "a libertação dos prisioneiros representa um grande fracasso para Israel, cujo Governo rejeitou uma troca de presos depois da guerra de 2006" entre o Hisbolá e ao Estado judeu.

O chefe do Governo libanês qualificou o acordo para a troca de prisioneiros de "êxito nacional para o Hezbolah e para a luta dos libaneses".

Na nota, Siniora também lembrou que Israel lançou uma guerra contra o Líbano para recuperar dois soldados seqüestrados pelo grupo xiita, mas "compreendeu que o único meio para consegui-lo é a negociação".

Por estas circunstâncias, o primeiro-ministro libanês considerou que o acordo atual constitui "uma condenação clara à política e tática israelenses".

Em julho de 2006, milicianos do Hisbolá capturaram os soldados Ehud Goldwasser e Eldad Regev, o que resultou no ataque de Israel contra o Líbano e o conflito bélico.

Na semana passada, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, reconheceu oficialmente a morte dos soldados.

Segundo o acordo, o Hisbolá devolverá a Israel os soldados Regev e Goldwasser, ou seus restos mortais, além dos corpos de outros soldados israelenses e oferecerá informação sobre do oficial desaparecido há 22 anos, Ron Arad.

Em troca, o Governo israelense entregará ao Hisbolá dezenas de corpos de libaneses, entre eles os de oito membros da milícia xiita, e libertaria Samir Kuntar, responsável pela morte de quatro pessoas na cidade israelense de Nahariya em 1979, assim como o de outros quatro presos libaneses. EFE ks/ab/plc

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