Para Israel, choque com Líbano é "flagrante violação" de resolução da ONU

Libano também culpa Israel por confrontos que deixaram pelo menos três libaneses, um israelense e um jornalista mortos

EFE |

Israel considera a troca de disparos em sua fronteira com o Líbano "uma flagrante violação da Resolução do Conselho de Segurança (das Nações Unidas) 1701", que solucionou o conflito de 2006 entre o país e o grupo xiita islâmico Hezbollah, e adverte das "consequências se essas violações continuarem".

"Essa violação se une a uma longa lista de violações da resolução 1701, principalmente o rearmamento em massa de unidades do Hezbollah , incluído no sul do Líbano" afirmou o Ministério de Exteriores em comunicado, que acrescenta que "Israel considera o governo libanês responsável pelo trágico evento".

O Líbano também responsabilizou Israel pelo incidente, com as autoridades libanesas pedindo à comunidade internacional que exerça pressão sobre Israel para pôr fim a suas agressões contra o país e para que o país respeite a resolução 1701.

O titular da pasta de Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, deu instruções à representação israelense diante da ONU para que apresente uma queixa ao Conselho de Segurança pelo choque registrado nesta manhã na fronteira entre os dois países, no qual morreram pelo menos três soldados libaneses, um jornalista e um oficial de alta patente do Exército de Israel.

Fontes militares do sul do Líbano identificaram o jornalista morto como Assaf Abu Rahhal e disseram que a troca de fogo de artilharia e de armas leves entre os dois Exércitos deixou também pelo menos dois feridos, um militar e um civil, ambos libaneses.

Em comunicado, o Exército israelense ressalta que seus soldados foram atacados por tropas libanesas quando faziam uma "ação rotineira de manutenção que havia sido pré-coordenada com a Finul", a missão da ONU no sul do Líbano.

Os soldados israelenses se encontravam em território de seu país, entre a "linha azul" (marcada pela ONU para certificar a retirada israelense do sul do Líbano em maio de 2000, após 22 anos de ocupação) e a barreira de segurança instalada por Israel e localizada antes da "linha azul", afirma a nota.

"A força do Exército israelense respondeu imediatamente com armas leves contra uma força do Exército libanês. O Exército israelense também empregou fogo de artilharia. Vários minutos mais tarde um helicóptero da Força Aérea de Israel disparou contra o centro de comando do batalhão do Exército libanês no povoado de Altaybeh, danificando vários veículos de combate", informou.

De acordo com fontes militares no sul do Líbano, o choque ocorreu quando um grupo de soldados israelenses quis cortar árvores situadas na barreira, chamada cerca técnica. O Exército israelense ressalta que "considera as Forças Armadas do Líbano responsáveis pelo incidente que alterou a calma na região, assim como de suas consequências". O chefe do Estado-Maior, Gabi Ashkenazi, dirigiu-se à fronteira entre Israel e o Líbano e está "acompanhando de perto os eventos".

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