Secretária de Estado americana condenou divulgação de documentos pelo site Wikileaks; Casa Branca pediu acesso restrito

A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, afirmou nesta segunda-feira que o vazamento de documentos confidenciais americanos representam "um ataque à comunidade internacional" e expressou pesar.

Hillary prometeu ser enérgica contra violações e divulgação não autorizada
AP
Hillary prometeu ser enérgica contra violações e divulgação não autorizada
"Essa divulgação não é apenas um atentado a interesses estrangeiros da política americana. É um ataque à comunidade internacional", disse Hillary a jornalistas após uma reunião com o Ministro das Relações Exteriores turco, Ahmet Davutoglu. "Quero que vocês saibam que estamos tomando medidas agressivas para responsabilizar quem roubou as informações", acrescentou.

A secretária de Estado explicou ainda que foram ordenadas "ações específicas no Departamento de Estado, além de novas medidas de segurança no Departamento de Defesa e em outros lugares" e condenou violações e vazamento desse tipo, ao prometer que não poderão acontecer novamente.

Hillary se pronunciou um dia após o site WikiLeaks começar a liberar mais de 250 mil memorandos confidenciais do Departamento de Estado que detalham diversos episódios diplomáticos até então desconhecidos, além de declarações francas sobre vários líderes mundiais.

Mais segurança

Depois do vazamento dos documentos, a Casa Branca ordenou que agências governamentais aumentem o nível de segurança de documentos sigilosos depois do vazamento de 250 mil documentos sobre diplomacia e espionagem pelo site Wikileaks.

Ao alegar que a divulgação de tais documentos coloca os EUA em risco, agências do governo foram ordenadas a aprimorar seus procedimentos para lidar com informações privilegiadas, assegurando que empregados tenham acesso apenas a documentos que realmente precisem ou que dizem respeito ao seu trabalho.

“A recente e irresponsável revelação pelo Wikileaks resultou em um dano significante para nossa segurança nacional”, disse o diretor do Escritório de Administração e Orçamento americano, Jacob Lew. “Qualquer falha por agencias para salvaguardar tais informações é inaceitável e não será tolerada”, acrescentou.

O Pentágono anunciou também que está tomando as medidas necessárias para tornar seu sistema de computadores mais seguro para prevenir futuros vazamentos.

Investigação

Também nesta segunda-feira, o procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, informou o Departamento de Justiça abriu uma investigação criminal sobre o vazamento em massa de documentos diplomáticos pelo site WikiLeaks.

Holder destacou que o governo condena o vazamento de aproximadamente 250 mil correspondências de embaixadas e missões diplomáticas americanas, que "põe em perigo não só indivíduos e diplomatas, mas também a relação que temos com nossos aliados no mundo todo". Para ele, a publicação dos documentos representa "um risco para a segurança nacional" dos EUA.

A investigação criminal é realizada junto ao Departamento de Defesa para determinar as responsabilidades do vazamento dos documentos.

Segundo indicam os cerca de 250 mil documentos secretos vazados pelo site Wikileaks, os EUA ordenaram a seus diplomatas que atuassem mais ativamente no recolhimento de informações e realizassem tarefas de espionagem

*Com AFP

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