Para grupo de direitos humanos, Somália é país em ruínas

NAIRÓBI (Reuters) - A Somália é uma nação em ruínas, o lugar mais perigoso do mundo para trabalhadores humanitários e local de terríveis abusos cometidos por combatentes de todos os lados do conflito, disse o grupo de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) na segunda-feira. O grupo afirma que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, precisa implementar um novo pensamento em relação à Somália, país localizado no Chifre da África, já que a política adotado pelo atual presidente, George W. Bush, exacerbou a ameaça dos militantes.

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"A Somália é uma nação em ruínas, atolada em um dos mais brutais conflitos armados do mundo", disse a HRW. "Dois longos anos de escalada no derramamento de sangue e na destruição devastaram a população do país e deixaram lixo na capital Mogadíscio."

O relatório do grupo sobre os crimes de guerra na Somália é o mais recente de uma série de apelos feitos por organizações internacionais pelo fim do caos no país. Na anarquia desde 1991, a Somália vive atualmente uma das piores e mais negligenciadas crises nos direitos humanos.

A Etiópia, aliada dos Estados Unidos, enviou tropas para a Somália para derrubar um governo islâmico do poder no final de 2006. Isso gerou uma insurgência parecida com a existente no Iraque, que já matou pelo menos 10 mil civis, gerou mais mais de 1 milhão de refugiados e fomentou a pirataria na costa do país.

(Por Andrew Cawthorne)

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